Televisão

Novo thriller protagonizado por Benedict Cumberbatch tem um português no elenco

"Eric" estreia a 30 de maio na Netflix. A minissérie acompanha um pai que procura desesperadamente pelo filho desaparecido.
Vai ser o próximo grande sucesso da Netflix.

Os desempenhos de atores muito jovens são, por vezes, mais marcantes que os adultos. Isto verificou-se em “Quarto”, filme onde Jacob Tremblay, com apenas 8 anos, impressionou o mundo inteiro. Agora, o feito foi repetido por Ivan Morris Howe, de 10 anos. “Deixou-me muitas vezes espantado com o profissionalismo que tinha no set”, conta Benedict Cumberbatch à BBC. Os dois dividem o protagonismo em “Eric”, que chega à Netflix esta quinta-feira, 30 de maio.

A minissérie de seis episódios conta com uma surpresa nacional: José Pimentão, de 36 anos, interpreta Sebastian na produção. O português já conta com participações em “1899” e “Teorias da Conspiração” no currículo. Embora tenha nascido em Lisboa, o ator tem desenvolvido parte da sua carreira nos EUA.

A nova aposta da Netflix — que vai lutar contra “Bridgerton” pelo número um no top da plataforma —acompanha um pai desesperado (Benedict Cumberbatch) que enfrenta os seus próprios demónios nos anos 80 enquanto procura o filho desaparecido (Ivan Howe) com a ajuda de um polícia persistente.

Ao longo dos seis episódios, o ator britânico de 47 anos mostra, mais uma vez, a sua versatilidade. Para gravar uma das cenas teve de vestir um fato muito peludo e, depois, correu pelas ruas de Nova Iorque, onde a narrativa se desenrola. “Foi uma das coisas mais loucas que fiz — e já fiz muitas —, mas foi divertido. Dolorosamente divertido”, conta à mesma publicação.

Além de ser um pai devoto, Vincent, o seu personagem, é um marionetista charmoso que criou “Good Day Sunshine”, um programa de televisão muito popular entre os miúdos da série que celebra quem é diferente. Quando o filho desaparece, o protagonista e Cassie, a sua mulher interpretada por Gaby Hoffmann, entram numa espiral e o casamento começa a ruir.

Consumido pela culpa, Vincent torna-se cada vez mais destrutivo e psicótico, porque começa a acreditar que se criar Eric, um monstro que o seu filho imaginou, consegue trazê-lo de volta. Este thriller psicológico foi escrito por Abi Morgan, que no passado trabalhou no filme “A Dama de Ferro”, vencedor de um Óscar.

Cumberbatch explica que esta criatura fictícia representa “as partes obscuras” de Vincent e os aspetos de si que tentava esconder, como “os traumas e o ressentimento”. “Ele é muito caótico”, descreve.

O seu passado é bastante conturbado. Enquanto crescia não recebia amor dos pais. Quando começou a enfrentar problemas de saúde mental, tentou combatê-los com comprimidos. “Estes problemas começaram a afetar a dinâmica familiar e a sua vida no trabalho.” O ator acredita que quando não temos um pilar quando somos miúdos, “arranjamos situações complicadas para a vida inteira”.

Mais uma vez, Benedict — que já foi nomeado a dois Óscares — volta a interpretar uma personagem muito complexa, algo que lhe dá bastante prazer. “Não quero dar vida a alguém que seja apenas bom ou só mau. Acho que todos vivemos no meio”, confessa. “Todos temos lados positivos e negativos. É isso que nos faz humanos.”

Trabalhar com “um elenco extremamente talentoso” foi muito gratificante para o britânico. No entanto, Cumberbatch elogia Olly Taylor em particular, que nem sequer aparece creditado no IMDb. “Muitas vezes era ele estava dentro do fato do Eric [o tal monstro]. Sempre que o via ficava impressionado. Foi incrível contracenar com ele.”

Começou a apreciar ainda mais o trabalho de Olly quando teve de entrar no disfarce. Quando lhe perguntaram o que mais o marcou durante as gravações, respondeu: “Foi ver o mundo através do visor que ele tinha à frente do rosto e imaginar como conseguiu trabalhar assim durante cinco meses. Fiquei triste por ele, que tinha sido tão brilhante e, ao mesmo tempo, tinha sofrido tanto”.

Além de ser extremamente quente, o disfarce pesava 20 quilos. Manuseá-lo não era fácil. Tinha de usar uns óculos especiais para conseguir ver o mundo exterior e onde estava situado. Também tinha quatro câmaras dentro do fato. “É quase impossível vermos o que quer que seja. Olly foi absolutamente incrível porque não parecia ter qualquer dificuldade”, conclui. Atualmente, a minissérie conta com uma avaliação de 81 por cento no Rotten Tomatoes.

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