Há uma nova razão para passar pelo MAAT este verão. O museu, em Belém, recebeu, pela primeira vez em Portugal, uma das obras mais conhecidas do artista francês Céleste Boursier-Mougenot. Chama-se “from here to ear v.26” e transforma uma sala da galeria num verdadeiro concerto, mas quem toca não são músicos.
Nesta instalação, mandarins-diamante circulam livremente por um espaço com aproximadamente 500 metros quadrados, onde encontram 20 guitarras elétricas espalhadas pela galeria. Sempre que pousam, saltam ou caminham sobre as cordas dos instrumentos, acabam por criar sons diferentes, dando origem a uma composição que nunca se repete.
A obra foi apresentada pela primeira vez em 1995 e chega agora a Lisboa na 26.ª versão, depois de passar por alguns dos mais importantes museus e centros culturais do mundo. Entre eles estão a Pinacoteca de São Paulo, o Barbican Centre, em Londres, o Palais de Tokyo e o Centre Pompidou-Metz, em França, o SFMOMA, em São Francisco, a Bourse de Commerce – Pinault Collection, em Paris, e o Park Avenue Armory, em Nova Iorque.
Com formação em composição musical, o artista é conhecido por criar instalações onde o som nasce da interação entre objetos, espaço e elementos vivos. Em vez de escrever uma partitura tradicional, cria as condições para que a música aconteça de forma espontânea e imprevisível.
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Os 100 mandarins-diamante que fazem parte da instalação nasceram em Portugal e pertencem a um criador especializado. A espécie, originária da Austrália, foi escolhida por ser extremamente sociável e adaptar-se rapidamente a novos ambientes.
O grupo é composto por 50 machos e 50 fêmeas, que passaram por um período de adaptação ao espaço antes da abertura da exposição.
Ao longo de toda a mostra, uma equipa especializada acompanha diariamente os animais, assegurando a alimentação, a limpeza do espaço e a monitorização do estado de saúde. Segundo o MAAT, todas as condições cumprem a legislação e as orientações das autoridades competentes. No final da exposição, as aves regressam ao criador de origem.
A instalação pode ser visitada até 31 de agosto. O museu tem agora o MAAT Happy Hour, onde o preço dos bilhetes reduz em 50 por cento e oferece um ambiente descontraído à beira-rio, com provas de vinho em parceria com a Quinta da Alorna. Esta iniciativa decorre durante julho e agosto, às quintas e sextas-feiras, das 19 às 21 horas.
Créditos da imagem: MAAT / Bruno Lopes








