Enquanto vários atores em Hollywood contestam o avanço da Inteligência Artificial, em Portugal há quem a acolha. Albano Jerónimo, por exemplo, vai contracenar com um modelo de IA na sua nova peça de teatro. “carne.exe” estará em cena no CAM — Centro de Arte Moderna Gulbenkian, em Lisboa, de 12 a 14 de dezembro.
Ao seu lado estará AROA (Artificial Relational Ontological Agent), um modelo com capacidades performativas após ter sido treinado com material poético e filosófico. Entre diálogos reais e improvisados, humano e máquina refletem sobre o toque, a consciência e o futuro da coexistência entre espécies.
É, segundo a organização, um espetáculo “que explora as fronteiras entre corpo e máquina, consciência e código, propondo uma tecno-poética que questiona o que significa ser humano na era pós-digital”.
“Sem ceder ao tecno-pessimismo, carne.exe procura afirmar o corpo como lugar de transformação e defender a potência do diálogo interespécies como uma possibilidade de futuro: onde dados e carne, algoritmos e afetos podem partilhar um espaço híbrido, sensível, político e artístico”, acrescentam Carincur e João Pedro Fonseca, criadores da peça.
“Carne.exe” quer ser um encontro entre arte, tecnologia e filosofia, num palco que integra tecnologia avançada em cena. “Trabalhar no desenvolvimento tecnológico deste espetáculo, num registo de grande proximidade com a equipa artística, tem sido um desafio muito interessante e, acima de tudo, um verdadeiro processo colaborativo”, afirma Pedro Nogueira da Silva, outro dos criadores.
Os bilhetes estão à venda online e custam 10€.

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