Teatro e exposições

Ana Cláudia Santos venceu o concurso New Talent: vai receber 10 mil euros

A poetisa de 25 anos é a grande vencedora da terceira edição desta iniciativa que elege os jovens mais talentosos na área do lifestyle.
Mário de Sá-Carneiro é uma das suas inspirações (Foto: David Sineiro)

Eram dez os finalistas que foram a votações, mas só uma saiu vencedora no concurso New Talent. Ana Cláudia Santos dedicou os últimos anos da sua vida à poesia e agora, com o prémio de 10 mil euros, vai poder lançar-se a sério e em exclusivo a mais projetos ligados a esta área.

Foi precisamente isso que antecipou à NiT, antes da abertura das votações da terceira edição do New Talent, o concurso promovido pela NiT, TVI e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que elegeu novamente os melhores jovens talentos de Portugal na área do lifestyle.

Ao fim de duas semanas de votações, Ana Cláudia Santos foi a candidata mais voltada pelos leitores da NiT. Consigo, a natural de Benavente traz um projeto muito pessoal, o L.U.A., um evento de poesia que começou a organizar em 2017. De lá para cá, já realizou mais de seis eventos e o futuro destas sessões de poesia em muito dependiam também da conquista do prémio.

“Quero desenvolver o projeto L.U.A. Porque temos cada vez mais poetas que merecem ser ouvidos. Com o dinheiro poderia alugar um espaço, pagar aos poetas e investir em marketing e publicidade dos eventos”, explicou em entrevista à NiT. “E também ajudar-me a pagar os custos, que fazer livros por conta própria é muito dispendioso”, explicou à NiT durante a candidatura.

Influenciada e inspirada por autores como Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, Ana Cláudia Santos deixou Benavente para estudar Escrita Literária, mas os primeiros poemas foram escritos ainda na vila ribatejana, assim que percebeu que a poesia lhe dava mais liberdade do que a prosa.

“Na poesia sou livre (…) o fluxo de pensamentos traduz-se de uma forma mais poética do que no estilo mais perfeito e certinho da narrativa. Acho que o processo de passagem foi natural.”

Em Lisboa, tentou partilhar os seus poemas em palco. Tentativa após tentativa, esbarrou na relutância de organizadores de eventos de poesia. A solução? Criar os seus próprios eventos e chamar até eles outros jovens poetas, onde todos poderiam declamar os seus trabalhos, sem preconceitos.

Pelo caminho assinou o seu primeiro livro, editado em formato digital em 2018, e prepara-se para apresentar “Meia-Vida”, o seu segundo trabalho, agora em formato físico.

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