Teatro e exposições

Ativistas atiram sopa a uma das pinturas mais conhecidas de Claude Monet

"O que pintarão os nossos futuros artistas?", questionaram as jovens pertencentes ao mesmo grupo que atacou a "Mona Lisa".
Mais um ataque a uma obra.

Menos de duas semanas após o ataque à “Mona Lisa”, o grupo francês Riposte Alimentaire voltou a atacar. “Este sábado, 10 de fevereiro, às 15h30, a pintura de Claude Monet, ‘Le Printemps’, foi alvo de um ato de vandalismo”, anunciou o Museu de Belas Artes de Lyon. 

A tela de 1872 foi “vidrada”, especifica o espaço museológico, acrescentando, no entanto, que será realizada uma “análise ao estado da pintura, seguida de um restauro”.

Ilona e Sophie, as duas ativistas identificadas, afirmaram, ao atirar sopa contra a obra, que “esta primavera será a única que nos resta se não reagirmos”. Questionaram: “Como é que os artistas do futuro irão pintar? Como vamos sonhar se não existirem mais fontes de inspiração?”

O grupo Riposte Alimentaire é descrito como “uma organização de resistência civil francesa que visa provocar uma mudança radical na sociedade em termos de questões climáticas e sociais”. As duas jovens ativistas acabaram por ser detidas pela polícia.

O impressionista Claude Monet é considerado um dos maiores artistas da história. Outras das suas obras de renome incluem “La Grenouillère”, “Nymphéas” e “Les Meules à Giverny”.

O pintor morreu em 1926, aos 86 anos, devido a um cancro no pulmão. A partir de 1907 passou a sofrer de cataratas, resultado dos longos períodos de exposição dos olhos ao sol (adorava pintar ao ar livre). Apesar dos obstáculos, nunca parou de pintar.   

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