Teatro e exposições

Ativistas climáticos voltam a atacar: desta vez colaram-se a um quadro de Andy Warhol

Aconteceu esta quarta-feira, 9 de novembro, na Galeria Nacional de Arte da Austrália, em Camberra. Primeiro ainda riscaram a obra.
O objetivo é um: salvar o ambiente.

A história volta a repetir-se. Uma nova semana, um novo ataque a obras de arte. Desta vez, a visada foi a obra “Campbell Soup” de Andy Warhol, que foi atacada esta quarta-feira, 9 de novembro, pelo grupo Stop Fossil Fuel Subsidies, que pretende que o governo australiano termine com o apoio à indústrias petrolíferas.

Durante o protesto na Galeria Nacional de Arte da Austrália, em Camberra, os ativistas ambientais colaram-se à obra depois de a terem grafitado. O vídeo foi divulgado pelo próprio grupo. Nele vê-se duas mulheres a riscar as 10 pinturas, que se encontram atrás do vidro. Usaram depois um adesivo para colar as mãos à “Sopa I”.

“Andy Warhol retratou o consumismo enlouquecido nesta série icónica”, afirma uma das mulheres envolvidas neste protesto, Bonnie Cassen, na divulgação. “E agora temos o capitalismo enlouquecido. As famílias têm de escolher entre medicamentos e alimentos para os seus filhos, enquanto as empresas de combustíveis fósseis somam lucros recorde.”

A peça de arte moderna de Warhol com as icónicas latas de sopa Campbell’s foi criada entre 1961 e 1962 e é um dos símbolos mais reconhecidos do movimento de arte pop no mundo. Terá sido, agora, escolhida pelos ativistas para realçar o perigo do capitalismo.

Em declaração, a National Gallery afirmou apenas que se tratava de “um protesto na sequência de incidentes semelhantes noutros locais na Austrália e no estrangeiro”. Segundo a polícia australiana, a cola utilizada nesta ação “não era muito boa”, e foi removida facilmente, tendo os jovens em protesto conseguido sair da galeria antes de serem detidos.

Esta é a mais recente de uma série de manifestações de ativistas em galerias de arte em todo o mundo para chamar a atenção para as suas causas. Depois de um visitante disfarçado de idosa em cadeira de rodas atirar uma tarte ao quadro de Mona Lisa, no Museu do Louvre (Paris); e de uma ativista ambiental despejar sopa num quadro icónico de Van Gogh; foi a vez de dois ativistas climáticos atingirem a pintura “Les Meules” do pintor francês Claude Monet, ao atirarem puré de batata, no Museu Barberini, Alemanha. Na semana passada alguns ativistas atacaram uma pintura de “O Semeador” com puré de ervilhas.

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