Teatro e exposições

Ativistas pelo clima atacam obra de Picasso exposta no CCB com tinta vermelha

A mais recente ação de protesto do grupo Climáximo teve lugar esta sexta-feira, no museu lisboeta.
O resultado foi este.

Tem sido uma forma de protesto recorrente nos últimos anos, um pouco por todo o mundo — e agora chegou a Portugal. Grupos de ativistas pelo clima têm optado por atacar obras de arte em museus cobrindo-as de tinta. Uma obra de Picasso exposta no Museu do Centro Cultural de Belém, teve a mesma sorte esta sexta-feira, 13 de outubro.

Dois ativistas do grupo Climáximo entraram no espaço e atiraram tinta vermelha sobre um quadro de Pablo Picasso. Tal como noutras ações anteriores de outros grupos estrangeiros, os dois ativistas colaram as mãos à parede junto da obra.

“Temos de parar de consentir a normalidade do genocídio (…) Não há arte num planeta morto. Temos de parar de consentir uma normalidade onde milhares são assassinados pelos governos e empresas emissoras”, revelou o grupo em comunicado.

A ação decorreu ao final da manhã e obrigou ao encerramento do espaço. Segundo os próprios ativistas, houve o cuidado de perceber se a tinta danificaria permanentemente o quadro ou se ele estaria protegido. O objetivo, explicam, não passa por destruir obras de arte.

“Há que colocar um fim aos planos de novos aeroportos e expansão do gás em Portugal, parar os projetos da GALP no sul global, e fazer quem criou esta guerra pagar uma transição energética justa. Todos os culpados terão de pagar o plano de paz”, acrescenta a Climáximo.

Os responsáveis do museu garantiram que a obra estava protegida por uma camada de acrílico que não ficou danificada. O quadro em causa é “Femme dans un fauteuil”, de 1929.

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