Teatro e exposições

Belém vai receber o novo Museu Judaico de Lisboa

Edifício deverá estar pronto em 2024 e vai ser acompanhado de um outro memorial, que vai nascer em Alfama.
Imagens da autarquia

A Cãmara Municipal de Lisboa anunciou esta quarta-feira, 31 de março, que vai ser construído em Belém o Museu Judaico de Lisboa. Numa altura em que se assinalam os 200 anos da abolição do Tribunal da Inquisição, haverá um outro memorial na cidade.

Intitulado Tikvá, que significa “esperança” em hebraico, o novo museu resulta de uma parceria com a Associação Hagadá. Ao longo de cerca de quatro mil metros quadrados será possível conhecer mais sobre os perto de dois mil anos de história do judaísmo em Portugal.

Este espaço será dedicado “sobretudo” à “parte luminosa” da história do povo judaico, como explicou a presidente da Associação Hagadá, Esther Mucznik, citada pela autarquia. Ao mesmo tempo, tem ainda como objetivo preservar e divulgar a memória e a vivência judaica, e valorizar as diferenças culturais, promovendo a integração inter-religiosa.

Com a construção do Museu Judaico de Lisboa a autarquia pretende ainda “fazer uma afirmação política muito clara”, como explicou o presidente da câmara, Fernando Medina, dizendo que servirá de ponto de partida “para nos mostrarmos de forma mais plena como comunidade”.

O arquiteto responsável pelo projeto deste novo museu é Daniel Libeskind, que também teve a seu cargo os museus judaicos de Berlim, São Francisco e Copenhaga e os memoriais do Holocausto dos Países Baixos, do Canadá e dos EUA, assim como a reconversão do Ground Zero, em Nova Iorque.

Anteriormente, a construção do museu esteve prevista em 2016 para o Largo de São Miguel, em Alfama, perto da mais antiga judiaria que existiu em Lisboa, na Idade Média. Depois de uma grande disputa nos tribunais, as obras acabaram por ser suspensas. Nesse local será agora construído um memorial de homenagem ao povo judaico.

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