A história do número 211 da Avenida da Liberdade não se escreve apenas com a arquitetura imponente do edifício de quatro andares. Atualmente um condomínio de habitação, com comércio de luxo no rés-do-chão, foi um pólo de criatividade e um ponto de referência para a arte contemporânea, memórias que o CCB agora recupera.
Entre 2006 e 2014, o prédio, propriedade do Banco Espírito Santo, esteve ocupado por artistas. Na altura, o edifício encontrava-se devoluto, e António Bolota, engenheiro que tinha uma relação profissional com o BES e também artista visual, fez dele um espaço livre de criação e colaboração artística.
Durante anos, o número 211 funcionou como um ecossistema único, que reunia estúdios e oficinas onde mentes inquietas se cruzavam. A efervescência criativa do espaço fez dele um símbolo da resistência e vitalidade cultural na principal artéria de Lisboa. É este espírito de comunidade e partilha que o MAC/CCB decidiu homenagear.
A iniciativa “Museu Aberto” é um convite para celebrar a cultura sem barreiras, este fim de semana, dias 27 e 28 de março. Com entrada gratuita (sujeita à lotação), o programa serve de encerramento às exposições “Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa” e “Lugar de estar: o legado Burle Marx”.
Além da programação artística, a celebração marca um momento especial para as famílias: a abertura da Sala Lúdica, sob o mote “Atelier — Um espaço para imaginar, jogar e criar”. A partir das 14h30 de sábado, este novo espaço convida os mais novos a passarem da contemplação à ação, transformando o museu num laboratório vivo de experimentação.
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O ponto alto das comemorações no CCB acontece precisamente no sábado, com um conjunto de atividades que prometem transformar as galerias num espaço de convívio.
Ao princípio da tarde é apresentado o catálogo “Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa”, sob o mote “328 Páginas de Um Prédio”. O lançamento contará com a presença da equipa de investigação e curadoria da exposição (Marta Mestre e Nuria Enguita Mayo) para desvendar os segredos do icónico edifício.
O coletivo Filho Único regressa às suas origens na Avenida 211 para desenhar um roteiro musical único. Os seis miniconcertos, de 30 minutos cada, reúnem artistas como Vasco Alves e Vaiapraia, a acontecerem diretamente no interior da exposição.
A estreia de “Alarve”, do coreógrafo João dos Santos Martins, volta a entrar em diálogo com o universo de Burle Marx. Para encerrar o ciclo e celebrar a mudança de estação, o MAC/CCB convida o público para um brinde coletivo.
A entrada no museu é livre a partir das 18 horas de sexta-feira, 27 de março, e das 14 horas de sábado, dia 28.
Conheça abaixo o programa completo.
27 março
18 horas — Performance “Alarve”, de João dos Santos Martins
28 março
14h30 — Abertura da Sala Lúdica: “Atelier — Um espaço para imaginar, jogar e criar”
15 horas — Lançamento do catálogo “Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa “
16 horas — Miniconcertos com curadoria da Filho Único: Vasco Alves e as Rochas da Ajuda, Sara, Amuleto Apotropaico, Sheila Ramirez, Vaiapraia, Inês Tartaruga Água
18 horas — Performance “Alarve”, de João dos Santos Martins
19 horas — Brinde

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