Teatro e exposições

Esta misteriosa escultura apareceu no Parque Eduardo VII

"Conferência de Imprensa" é uma instalação criada pelo artista plástico português Superlinox.
É a nova instalação do artista misterioso.

O 25 de abril está a servir de inspiração para várias instalações de artistas plásticos portugueses. Primeiro foi Bordalo II que colocou um “medicamento antifascista” na campa de António de Oliveira Salazar. Nesta quinta-feira, Superlinox também apresentou a sua nova criação.

A escultura chama-se “Conferência de Imprensa 2024” e apresenta três ursos pintados de verde, amarelo e vermelho, ou seja, as cores da bandeira portuguesa. Pode ser vista no topo do Parque Eduardo VII, em Lisboa.

“Há quem ande a brincar com Política. Há quem ande a brincar com Tudo. Há quem não ande a brincar com Nada. Estes são os três da vida airada”, escreveu no Instagram. Embora não explique a inspiração para a peça, pode ser uma referência ao logótipo das páginas oficiais do XXIV governo e da República Portuguesa.

Quando Luís Montenegro e os seus 17 ministro tomaram posse, alteraram o símbolo, passando do visual mais minimalista para o que existia anteriormente com o escudo, as quinas e a esfera armilar, o que dividiu as opiniões entre os portugueses: alguns gostaram da mudança, outros odiaram.

Está no Parque Eduardo VII.

Superlinox, o artista misterioso

Tudo começou com a instalação de uma máquina de lavar roupa cor-de-rosa no telhado de um prédio abandonado perto da autoestrada, em Setúbal, no final de setembro de 2020. O aparecimento repentino do eletrodoméstico colorido despertou a curiosidade de muitos e começaram a ser partilhadas imagens e mensagens de espanto nas redes sociais. O mistério ficou (quase) resolvido quando o artista, Superlinox, criou a sua página no Instagram.

Revelado o nome artístico, todas as outras informações pessoais são mantidas em segredo. Até ao momento, sabemos que nasceu em Setúbal e cresceu no universo do graffiti e da arte urbana. Tirou o curso de Artes na Escola Secundária Dom Manuel Martins e continuou os estudos na licenciatura em Belas Artes, na vertente de Escultura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

Quando começou a pensar no projeto, soube desde o início que não poderia assinar as obras com o nome verdadeiro, mas sim com um pseudónimo que conseguisse expressar a sua identidade enquanto artista anónimo. “Costumava jogar consola online com um amigo e fazíamos imensas noitadas. A certa altura, não sei muito bem porquê, ele começou a chamar-me Linox. Achei que era demasiado abstrato e, por isso, juntei-lhe uma carga conceptual porque na verdade quero ser um super artista”, revela.

As primeiras obras foram instaladas na cidade onde nasceu, como a estátua do Joel nas letras junto à rotunda do Centro Comercial Alegro Setúbal ou o Ricardo na Escola Secundária Dom Manuel Martins. Um estendal azul com roupa estendida, uma cama no meio da Praça do Bocage e uma menina cor-de-rosa em cima do canhão da Sétima Bataria do Outão foram outros dos objetos coloridos que não passaram despercebidos na cidade.

Recentemente, estas obras que aparecem sem que ninguém dê por isso também começaram a ser espalhadas por Lisboa. Porém, a maioria não dura muito tempo nos locais onde são instaladas.

De seguida, carregue na galeria para conhecer outras criações deste artista misterioso.

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