Teatro e exposições

De Balenciaga ao Antigo Egito: nova exposição da Gulbenkian cruza arte e moda

Até 21 de junho, a mostra coloca pinturas, esculturas e outros objetos lado a lado com alta costura. A viagem atravessa vários séculos.

“O que une Guo Pei a uma máscara funerária do Antigo Egito?” é uma das questões colocadas por “Arte & Moda”, a nova exposição da galeria principal da Fundação Gulbenkian, em Lisboa. Patente entre 18 de abril e 21 de junho, leva os visitantes a viajar por um espaço “onde a arte respira moda e a moda desperta a arte”.

Com curadoria de Eloy Martínez de la Pera Celada, a mostra conta com uma centena de obras da coleção do Museu Gulbenkian e 140 peças assinadas por alguns dos mais consagrados estilistas internacionais, entre eles Dior, Balenciaga, Yves Saint Laurent, Versace, Jean Paul Gaultier, Vivienne Westwood, Guo Pei e Alexander McQueen, ao longo de 150 anos.

Porém, também há espaços para criações de estilistas portugueses. É o caso da Alves/Gonçalves, José António Tenente, Maria Gambina, Nuno Gama e Nuno Baltazar.

Segundo a organização, “um bordado de Sarah Burton para a Givenchy pode encontrar afinidades com uma caixa lacada japonesa do século XIX”, assim como “o verde Nilo, a cor da moda em meados do século XIX, tinge uma delicada jarra de porcelana chinesa do período Qianlong”. 

Os encontros inesperados passam por pinturas, esculturas, joias e outros objetos, lado a lado com o universo do vestuário. “Os vestidos permitem-nos ler o que os textos nem sempre dizem: hierarquias, aspirações, rituais sociais, silêncios e revelações”, acrescenta o site oficial do museu.

O objetivo desta exposição é também mostrar o interesse de Calouste Sarkis Gulbenkian tanto pela arte, como pela moda. A visita começa precisamente por revelar a forma como o casal que dá nome à fundação acompanhou as tendências do seu tempo e conheceu as figuras maiores da alta-costura e do design contemporâneo.

Uma jarra chinesa do século XVIII e um vestido Balmain.

Durante a sua vida, “procurou reunir na sua coleção algumas das peças mais refinadas e representativas de diferentes civilizações”, dando origem a uma metáfora visual: um espaço onde Oriente e Ocidente, o antigo e o contemporâneo, o artístico e o quotidiano dialogam em busca de novos sentidos”.

Num percurso em “U”, vamos passar por obras do antigo Egito, arte islâmica, do Renascimento italiano. As categorias incluem ainda arte decorativa francesa do século XVIII e grandes mestres da pintura, bem como peças do Japão e da China.

Foi ainda editado um catálogo, de capa dura, com 344 páginas que incluem as bras do museu fotografadas lado a lado com as peças de alta-costura apresentadas. Os coordenados de alta costura pertencem a coleções de museus como o MUDE, Museo del Traje de Madrid, Museu Nacional do Traje de Lisboa, Givenchy e Fundação Azzedine Alaïa, entre outras.

A exposição pode ser visitada de domingo a sexta-feira (das 10 às 18 horas) e ao sábado (das 10 às 21 horas), encerrando à terça-feira. Os bilhetes custam 8€ para o público geral, mas menores de 30 anos e maiores de 65 têm desconto. Podem ser comprados online.

 
 
 
 
 
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