As palavras podem ser matéria-prima para um espetáculo inteiro e Gregório Duvivier prova isso em palco. O humorista brasileiro traz a Lisboa “O Céu da Língua”, um monólogo que mistura stand-up comedy, poesia falada e teatro para explorar, com humor e ironia, a nossa relação com a língua portuguesa.
A primeira sessão, marcada para 12 de março no Coliseu dos Recreios, já está esgotada. Devido à elevada procura, foram abertas duas novas apresentações para 15 de março, domingo, às 18 e às 21 horas, no mesmo espaço. O espetáculo será assim um dos destaques da programação cultural deste mês na capital.
Criado e interpretado por Duvivier e dirigido pela atriz Luciana Paes, o espetáculo nasce da obsessão do comediante pela linguagem. Na sinopse, o humorista parte de uma ideia simples: a língua portuguesa é mais do que um idioma. “Afinal, a palavra é uma fonte inesgotável de humor desde os primórdios. No princípio era o Verbo, disse Deus. E logo em seguida vieram os erros de concordância”, lê-se na sinopse do espetáculo.
Ao longo do monólogo, Duvivier brinca com a origem das palavras, questiona expressões que usamos todos os dias e cria um espetáculo que cruza reflexão, humor e literatura. O resultado é aquilo que o próprio descreve como uma “comédia poética”, onde a linguagem é o ponto de partida para pensar identidade, cultura e comunicação.
Conhecido por ser um dos criadores do coletivo humorístico Porta dos Fundos, Gregório Duvivier tem dividido a carreira entre televisão, cinema, escrita e teatro. Em “O Céu da Língua”, regressa ao palco com um espetáculo que celebra aquilo que nos distingue enquanto espécie: a capacidade de falar, imaginar e contar histórias.
Depois de Lisboa, a digressão passa ainda pela Madeira (13 de março), Açores (16), Porto (18) e Évora (25). Os bilhetes para as novas sessões já estão à venda online e custam entre 26€ e 42€. Para conhecer melhor o espetáculo poder ler este artigo da NiT.
A programação teatral de março em Lisboa não se fica pelo humor e pela palavra. Há também espaço para histórias marcantes que atravessaram gerações. Uma delas chega agora aos palcos da capital numa versão inesperada: em forma de musical.
Uma das histórias mais marcantes do século XX voltou a ganhar vida em palco. “Anne Frank — O Musical” chega a Lisboa entre 19 e 21 de março, com apresentações no Teatro Tivoli BBVA.
Inspirado no diário da jovem judia que viveu escondida durante a ocupação nazi na Segunda Guerra Mundial, o espetáculo transforma o famoso testemunho histórico numa produção teatral com música original e encenação contemporânea. A história de Anne Frank, escrita quando tinha apenas 13 anos, continua a emocionar novas gerações e a inspirar diferentes adaptações artísticas.
Na sinopse, a peça é apresentada como uma viagem pela vida da jovem e das famílias que se esconderam no anexo secreto entre 1942 e 1944. “Das páginas do diário nasceu uma obra musical que leva o espetador a uma viagem pela família e amigos desta jovem alemã, que amadureceu num anexo secreto”, lê-se na apresentação do espetáculo.
A produção é da Plateia D’emoções, coletivo artístico de Vila Nova de Gaia, e marca a primeira adaptação musical do famoso diário em Portugal. O texto e as letras originais são de Hélder Reis, enquanto a música foi composta por André Ramos, músico que já colaborou com a London Symphony Orchestra e a Philharmonia Orchestra. No total, o espetáculo inclui 20 cenas musicais e 10 músicas originais.
A encenação e cenografia são de Fernando Tavares, que recria em palco o espaço onde Anne Frank e outras pessoas viveram escondidas durante dois anos. A protagonista é interpretada por Jenny Machado, acompanhada por Sandro Rodrigues (Otto Frank), Maria Lima (Edith Frank) e Sofia Cardoso (Margot Frank). Para conhecer meslhor este espetáculo pode ler este artigo da NiT.
Depois de estrear no Porto em 2024 e de percorrer várias cidades do País, as sessões em Lisboa assinalam o final da terceira temporada da produção. O espetáculo é recomendado para maiores de 12 anos. As apresentações no Tivoli estão marcadas para as 21 horas, e os bilhetes já estão à venda online com preços entre 18€ e 26€.
Para quem prefere propostas mais experimentais, há também “SLUGS”, da dupla Creepy Boys (S.E. Grummett e Sam Kruger), que sobe ao palco do Teatro do Bairro Alto a 12 e 13 de março, às 19h30. Nomeado para o Edinburgh Comedy Award, o espetáculo mistura concerto techno-punk, teatro físico, clown e marionetas numa criação caótica e assumidamente absurda.
Na sinopse, os criadores descrevem a peça como “uma trip de ácido em technicolor”, onde dois intérpretes tentam fazer um espetáculo sobre nada — ou, como prometem, “é sobre nada, nada, nada”. Pelo caminho surgem fantoches, humor surreal e uma energia anárquica que transforma o espetáculo numa tentativa de “divertirmo-nos enquanto o mundo arde”. Os bilhetes estão disponíveis online e custam 12€.
Carregue na galeria e conheça as peças de teatro que vai poder ver em Lisboa ao longo de março.

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