A quarta edição do Serralves em Luz já começou e este é um plano que, apesar de recente e sem periodicidade definida, começa a fazer parte das agendas dos portuenses no verão. O espetáculo de instalações multimédia é um convite para uma noite diferente na cidade difícil de recusar.
“Light vs Darkness” (Luz vs Escuridão) é o tema deste ano que explora a relação entre o visível e o invisível, mostrando como a luz altera a perceção da paisagem e revela detalhes que passam despercebidos durante o dia. Em cerca de dois quilómetros, os visitantes encontram 20 instalações artísticas inéditas, desenvolvidas especificamente para esta edição, e que recorrem à interatividade, som e efeitos visuais para criar diferentes ambientes.
A direção criativa continua a cargo de Nuno Maya, em colaboração com a equipa do Parque de Serralves, enquanto a produção é assegurada pelo atelier OCUBO, mantendo a aposta na sustentabilidade, criatividade e inovação.
A experiência decorre de quarta-feira a domingo, com horários que variam consoante a época do ano, começando às 21h30 até 10 de agosto, às 21 horas entre 11 e 31 de agosto, às 20h30 entre 15 de setembro e 5 de outubro, e às 20 horas de 6 de outubro a 8 de novembro. A visita tem a duração aproximada de uma hora e meia.
Os bilhetes custam 15€ para o público em geral, 12€ na modalidade reduzida, e 11€ por pessoa no bilhete Família e Amigos de Serralves. Miúdos até aos três anos entram gratuitamente. Quem pretender participar nas visitas guiadas deverá acrescentar 2,50€ ao valor do ingresso.
Se preferir conhecer as exposições do Museu, pode fazê-lo de forma mais acessível durante o verão. Até 30 de setembro, os visitantes terão acesso aos bilhetes Fim de Tarde, disponíveis de segunda a quinta-feira, para entradas a partir das 17 horas.

Com os dias mais longos desta estação, a Fundação Serralves mantém as portas abertas até mais tarde e proporciona este momento de fim de dia para quem quer um momento cultural depois do trabalho ou da praia. Estes bilhetes têm venda exclusiva na bilheteira física e dão acesso ao Museu, Parque, Casa de Serralves e Casa do Cinema Manoel de Oliveira. O preço para residentes no Porto é de 12€ e para não residentes fica a 15€, tornando mais inclusivo o acesso a este espaço cultural.
Até ao final de setembro também existe um desconto especial para famílias e grupos. Na compra de dois bilhetes por inteiro, tem direito a outros dois com desconto. Por isso, para residentes, a conta fica a 48€ e para não residentes, a 58€. Esta é uma opção que apenas está disponível na bilheteira física da Fundação.
Serralves traz o poder das palavras e retratos icónicos pela primeira vez a Portugal
De certeza que já se cruzou com imagens do trabalho de Jenny Holzer. A norte-americana é conhecida por transformar palavras em arte, levando frases, mensagens e textos para edifícios, painéis LED, cartazes, pedra, pintura e instalações. Pela primeira vez em Portugal, é em Serralves que apresenta “Wrong Answers” (Respostas Erradas, em tradução livre), numa colectânea que atravessa várias décadas da sua carreira.
Com temas como liberdade, poder, censura, guerra e memória, esta exposição teve a curadoria de Philippe Vergne, diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Pode aproveitar um final de tarde para ver a exposição, com o desconto especial da temporada, mas sem pressa — está presente em Serralves até 1 de novembro.
Longe das palavras mas não por isso menos expressivo é o trabalho de Alice Neel. Esta artista também se estreia em Portugal com uma das suas maiores apresentações já realizadas em toda a Europa. São cerca de 90 obras, muitas delas pouco vistas neste continente.
“Neel é hoje reconhecida como uma das grandes figuras da pintura do século XX. Os seus retratos mostram pessoas reais — familiares, vizinhos, trabalhadores, imigrantes, ativistas, artistas, escritores e figuras públicas — com uma atenção profunda à identidade, à vulnerabilidade e às marcas da vida”, conta o museu.
Além dos trabalhos destas duas norte-americanas, existe outra exposição imperdível no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Ao longo de décadas, o alemão Christian Count Duerckheim colecionou obras de variados artistas. Hoje são mais de 90 peças que “propõem uma leitura sobre sociedade, guerra e religião — três forças que continuam a moldar a história e o presente”.
Agora esta variedade pode ser vista em Serralves na sua mais abrangente exposição já feita no País, “Vexation of Spirit – The Duerckheim Collection x Serralves” (Aflição de Espírito. A Coleção Duerckheim x Serralves). Entre os artistas representados estão Georg Baselitz, Theaster Gates, Damien Hirst, Anselm Kiefer, Jake e Dinos Chapman, Hermann Nitsch, Darren Almond, Sam Taylor-Johnson, Gilbert & George, Zhang Huan e Cerith Wyn Evans.
Todas as exposições e modalidades de acesso, bem como horários e iniciativas especiais, podem ser conhecidas no site da Fundação Serralves.
Carregue na galeria para descobrir algumas das obras que poderá ver este verão.









