Teatro e exposições

Estudo revela que 75% dos eventos previstos para este ano já foram cancelados

Mais de dois terços dos portugueses afirma também que não têm intenção de participar em eventos em 2021.
Redução drástica

Os empresários do setor dos eventos revelam que 75 por cento dos que estavam marcados para este ano estão a ser reagendados para a primavera e verão de 2022. A isto soma-se a redução do orçamento dos clientes e a pouca vontade que têm de voltar rapidamente a eventos.

A plataforma Fixando, que reúne vários profissionais de diferentes áreas, divulgou esta quarta-feira, 12 de maio, um novo estudo realizado entre os seus clientes de 1 a 11 de maio. Ao todo foram inquiridas 18.323 pessoas, das quais 80 por cento revelam que até março tinham já quebras na ordem dos 75 por cento. Desde aí, só 54 por cento conseguiu ter algum apoio, dado que os restantes não estavam elegíveis para recebê-los.

Outro dos problemas que 87 por cento dos profissionais aponta é também a diminuição de orçamento disponível por parte dos clientes na hora de agendar eventos. “Os clientes ficaram sem verbas, procurando alternativas mais económicas e com menos participantes e em espaços abertos”, garante um profissional da área do aluguer de equipamento audiovisuais.

Quando visto da perspetiva dos clientes, apenas 19 por cento admitem organizar algum evento ainda em 2021. Destes, os mais comuns são as festas de aniversário e os casamentos.

Outro dado deste estudo aponta que 76 por cento dos clientes não tencionam ir a qualquer evento. A acontecer, os espaços mais requisitados são os exteriores, que reúnem com 46 por cento de respostas.

“O setor dos eventos foi aquele que registou uma quebra mais acentuada em 2020, comparativamente à realidade pré-pandemia, atingindo, em alguns meses, quebras acima dos 85 por cento e sem qualquer indício de recuperação. As restrições aliadas à sensação de insegurança e instabilidade sentida pelos portugueses podem ter resultado em perdas na ordem dos 900 milhões de euros para o setor. Em 2021, apesar de um primeiro trimestre com crescimento negativo, agravado pelo confinamento, o setor começa a encontrar alguma esperança nesta última fase do desconfinamento, registando um crescimento nos primeiros dez dias de maio, comparativamente ao mesmo período em abril, na ordem dos 106 por cento”, ponta ainda a diretora de Novos Negócios da plataforma Fixando, Alice Nunes.

Entre as medidas que tornam os eventos mais seguros, as mais defendidas são a utilização de máscara, a realização de testes rápidos e a redução da capacidade dos eventos.

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