Teatro e exposições

“Faraós Superstars”: a arte egípcia já invadiu a Gulbenkian

Promete ser a maior exposição de arte egípcia alguma vez feita no nosso País. Vai estar em exibição até 2023. Veja as imagens.
Tutankamon está em destaque.

No antigo Egito, os faraós eram os senhores do império. Eram vistos como seres divinos, uma extensão dos deuses na terra, e eles próprios — claro — faziam questão de alimentar esse culto. Por isso mandavam construir enormes estátuas e monumentos em seu nome. E também eram sepultados de forma luxuosa, em sarcófagos adornados e dispendiosos, para que a sua memória permanecesse. 

Durante muito tempo, a perceção que o ocidente (e não só) tinha dos faraós não era propriamente positiva — a Bíblia tinha formado a imagem dos reis do Egito como maléficos, tendo em conta a história de Moisés. Nem se pode confirmar que faraó terá sido aquele que o enfrentou, embora muitos calculem que se trate do famoso Ramsés II.

No século XIX, as coisas mudaram. O estudo da egiptologia aprofundou-se e o tema tornou-se objeto de fascínio para muitos ao longo das décadas que se seguiram. As inúmeras lendas e maldições em torno do antigo Egito começaram a povoar a literatura e, depois, o cinema ocidental — especialmente quando, há 100 anos, o sarcófago de Tutankamon foi descoberto pelo arqueólogo Howard Carter.

Governantes como Nefertiti, Cleópatra VII, Khufu, Ramsés II, Akhenaton, Teti ou o próprio Tutankamon, entre tantos outros, permaneceram — ou tornaram-se — conhecidos. Embora alguns deles (como Tutankamon) fossem praticamente irrelevantes. Outros, responsáveis por grandes feitos e com uma influência grande na história do Egito, ficaram esquecidos.

É muito sobre isto que “Faraós Superstars”, a nova exposição da Fundação Calouste Gulbenkian, se debruça. Foi inaugurada a 25 de novembro, e ficará no museu lisboeta até 6 de março. ​​Com curadoria de Frédéric Mougenot (Palais des Beaux-Arts de Lille) e João Carvalho Dias (Museu Calouste Gulbenkian), reúne obras vindas das coleções do British Museum (Londres), Museu do Louvre (Paris), Museo Egizio (Turim), Ashmolean Museum (Oxford), Musée d’Orsay (Paris), Mucem – Musée des Civilisations de l’Europe et de la Méditerranée (Marselha) ou da Biblioteca Nacional de Portugal (Lisboa), entre outras instituições.

Ao todo, são cerca de 250 peças muito diversas que compõem aquela que pode muito bem ser a maior exposição de arte egípcia alguma vez feita no nosso País. Reúne obras de várias épocas e formatos artísticos, como forma de ilustrar a perceção que o mundo teve dos faraós ao longo dos séculos. A mostra reflete como a cultura ocidental influenciou esta perceção, e como a cultura pop se apoderou de alguns faraós e os tornou ícones. Além disso, também é explorado o fenómeno de como os próprios faraós tentavam a todo o custo imortalizar o seu nome — muitas vezes apagando o nome de outros e colocando o seu por cima em monumentos.

Também estão expostas peças artísticas contemporâneas de artistas egípcios, que mostram como a cultura dos faraós e do antigo Egito continua a ser relevante e a influenciar a identidade nacional e artística do país do norte de África. Os bilhetes encontram-se à venda por 5€.

Carregue na galeria para ver imagens que a NiT captou na exposição “Faraós Superstars”.

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