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Teatro e exposições

“Génesis”: Baixa de Lisboa tem uma exposição de fotografia de Sebastião Salgado

São 38 imagens impressionantes a preto e branco, sem a influência do impacto humano no meio ambiente.
Pode ver as imagens até 14 de janeiro.

A nova exposição itinerante “Génesis”, do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, encontra-se em plena zona histórica, junto do Arco da Rua Augusta, em Lisboa, e faz parte do programa Arte na Rua da Fundação la Caixa, com o objetivo de “democratizar o acesso à arte para todas as pessoas”.

Até 14 de janeiro de 2021, o espaço público transforma-se num museu ao ar livre, com obras de artistas de renome internacional que são retiradas do seu contexto habitual — museus e salas de exposições — e transitam para o cenário quotidiano das cidades, para aproximar a arte da comunidade.  

A exposição fotográfica centra-se no mundo natural e faz-nos questionar sobre o estilo de vida que levamos e os consequentes impactos que podem ter nos recursos naturais do planeta, segundo a curadoria. A mesma reflexão foi feita por Sebastião Salgado, que trabalhou em torno dos dramas e tragédias da humanidade e iniciou este projeto em 2003.

Até 2012, fez um total de 32 viagens para levar a cabo este percurso pelo mundo virgem, com paragens na Antártida; Madagáscar; Botsuana; no Parque Nacional Kafue (na Zâmbia), na meseta do Colorado e no Alasca, nos EUA; no arquipélago das Galápagos, no Equador; Sibéria, na Rússia ou na selva do Amazonas, entre outras.

Foto de Inês Lourenço

A exposição é constituída por 38 fotografias a preto e branco e reúne impressionantes imagens de paisagens, animais e pessoas que conseguiram escapar à influência do mundo moderno em regiões polares, bosques e savanas tropicais, desertos abrasadores, montanhas cobertas por glaciares e ilhas solitárias.

No final do ano de 1990, após várias décadas de trabalho a fotografar por todo o mundo as grandes transformações demográficas e culturais do nosso tempo, Salgado regressou à sua cidade natal, uma quinta de criação de gado no Vale do Rio Doce, estado de Minas Gerais, no Brasil.

Quando chegou, também reparou nas diferenças. Antigamente, as terras eram férteis e rodeadas de vegetação tropical com uma exuberante diversidade de espécies vegetais e animais. Na altura, tinha sofrido um processo de desflorestação e erosão. 

Com a sua mulher, Lélia Wanick Salgado, teve a ideia de replantar um bosque com as mesmas espécies autóctones, recriando o ecossistema que tinha conhecido em miúdo. Pouco a pouco, os animais foram regressando, até se conseguir um total renascimento da quinta, que atualmente é um espaço protegido. 

Esta experiência encontra-se na base do projeto fotográfico “Génesis”. No início, foi concebido enquanto denúncia do desaparecimento de espaços únicos do planeta, mas as suas vivências quotidianas na Quinta do Vale do Rio Doce levaram-no a mudar o rumo da sua investigação.

Ao longo de oito anos, em 32 viagens a lugares remotos de todo o planeta, localizou paisagens terrestres e marítimas, ecossistemas e comunidades humanas que se mantiveram intactos. O próprio fotógrafo explica-o assim: “Os meus projetos anteriores foram périplos através das tribulações da humanidade. No entanto, este foi a minha homenagem ao esplendor da natureza”.

A exposição estrutura-se em cinco secções e cada uma delas representa uma extensa região com vários ecossistemas e grupos humanos.

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