Teatro e exposições

Gulbenkian vai receber uma mega exposição sobre faraós e arte egípcia

"Faraos Superstar" promete ser a maior mostra de arte egípcia alguma vez feita no nosso País. Vai estar em exibição até 2023.
Em exibição até 2023.

No final de novembro, o Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, vai acolher uma exposição dedicada aos faraós, do antigo Egito. O diretor do museu, António Filipe Pimentel, tinha já revelado que esta deverá ser a maior mostra portuguesa ligada aos faraós e à arte egípcia: “Serão duas exposições numa só, numa perspetiva desde o século XVIII até à atualidade, e numa perspetiva contemporânea”. Nesta exposição haverá então dois olhares quanto à arte egípcia: um olhar para o passado e outro para a contemporaneidade. “Faraos Superstar” será a nova aposta do museu.

A exposição — em exibição de 25 de novembro a 6 de março — “desenvolve-se em torno da figura do faraó e do lugar que este tem ocupado no nosso imaginário coletivo ao longo de 5000 anos, da Antiguidade aos dias de hoje”, pode ler-se em comunicado enviado à NiT. Na sua origem estará uma dupla celebração: os 100 anos da descoberta do túmulo de Tutankhamon, no Vale dos Reis, pelo egiptólogo britânico Howard Carter; e os 200 anos da decifração dos hieróglifos, por Jean-François Champollion.

Apresentada recentemente no Mucem, em Marselha, França, a exposição reúne cerca de 250 obras de coleções europeias, entre antiguidades egípcias, iluminuras medievais, pinturas clássicas, documentos, obras históricas, “mas também vídeos, música pop, bens de consumo e publicidade do nosso tempo”.

Os visitantes irão cruzar-se com obras vindas das coleções do British Museum (Londres), Museu do Louvre (Paris), Museo Egizio (Turim), Ashmolean Museum (Oxford), Musée d’Orsay (Paris), Mucem – Musée des Civilisations de l’Europe et de la Méditerranée (Marselha) ou da Biblioteca Nacional de Portugal (Lisboa), entre outras. Em foco estarão ainda peças do núcleo de arte egípcia do próprio Museu Gulbenkian.

“Faraos Superstar” conta também com um vídeo de Sarah Nagaty, produzido de propósito para a exposição em Lisboa, intitulado “Egito: A Longínqua Terra Próxima”. Ao longo de oito minutos, a investigadora e curadora explora o Egito contemporâneo, comparando-o com o Antigo Egito, que tanto fascina as pessoas com quem se encontra em Portugal.

Além do habitual programa de visitas, as atividades paralelas a esta exposição incluem workshops, oficinas de férias, vídeos e curso online, um colóquio internacional, um ciclo de cinema e uma exposição bibliográfica, entre outras iniciativas.

Para as famílias, foi criado o jogo “A Cartela do Faraó”, que permite a miúdos e adultos “explorar a exposição de um modo divertido e criativo”, garante a organização. Foi também desenhado um programa de acessibilidade visual, que inclui várias estações táteis localizadas ao longo da exposição. Os textos sobre as obras são disponibilizados online em formato ampliado. Os vídeos pedagógicos incluídos na exposição, bem como as visitas orientadas, têm interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

Com a curadoria de Frédéric Mougenot (Palais des Beaux-Arts de Lille) e João Carvalho Dias (Museu Calouste Gulbenkian), o bilhete custa 5€.

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