Teatro e exposições

Já há data para a reabertura do Museu da Vida de Cristo, em Fátima

Vai encontrar por lá as famosas figuras de cera que retratam a vida de Jesus. Haverá ainda algumas novidades especiais.
Vai encontrar as figuras de cera.

A espera pode ter sido longa, mas o Museu da Vida de Cristo, em Fátima, vai finalmente reabrir ao público no dia 15 de março. A informação foi revelada por Rui Falcão, representante da Renowned Champion (sociedade que atua na área de compra e venda de bens imobiliários), à “Lusa”, aqui citado pelo “Público”. A empresa adquiriu o espaço em 2021.

O projeto está fechado desde 2017. Para o reabilitar, foi realizada uma “série de intervenções necessárias”. Mesmo assim, há algo que se mantém: na exposição vai encontrar as habituais figuras de cera relacionadas com o percurso da mais importante figura da religião cristã: Jesus. Além disso, haverá mostras temporárias e workshops.

Por enquanto, o horário de funcionamento será das 10 às 19 horas, diariamente. Existe, porém, a possibilidade de o museu ter um horário alargado. “Estamos a estudar a possibilidade, em colaboração com os hotéis, de podermos abrir [o museu] algumas noites, para poder ser visitado por turistas que optem por dormir em Fátima”, aponta.

O parque de estacionamento que ali existe também vai reabrir “muito em breve”, após serem concluídas “algumas reparações”. No Museu vão trabalhar seis funcionários.

O que não deverá ser inaugurada tão cedo é a zona comercial, que conta com 35 lojas. Segundo Rui Falcão, esta área apenas poderá ser conhecida daqui a alguns meses, visto que a Renowned Champion está em conversações com os proprietários dos cerca de 15 negócios que não fazem parte da empresa. “Faria todo o sentido que fosse uma abertura concertada, para se poderem abrir todos os espaços em simultâneo”, reforça.

Com um total de quatro mil metros quadrados, o Museu da Vida de Cristo foi inaugurado em abril de 2007. Dez anos depois, foi revelado que o espaço tinha dívidas no valor de 6,1 milhões de euros, e acabou por ser posto à venda.

Entre as razões apresentadas para a insolvência, os antigos proprietários referiram o declínio no número de visitantes. Em 2010, terão passado pelo museu cerca de 80 mil pessoas, valor que desceu para 38 mil em 2016.

Em maio de 2021, o projeto foi vendido por 1,1 milhões de euros, muito abaixo do montante pedido inicialmente, que era de cerca de 5,9 milhões de euros.

Rui Falcão afirma que a compra por parte da Renowned “teve a ver com o carácter religioso”. E acrescenta: “Houve aquilo algo do carácter mais emocional quando foi comprada esta massa insolvente, que tinha a ver com as peças e com a exposição em si da parte do investidor.”

Para preparar a reabertura, foi criado um novo site que já pode ser visitado. Os bilhetes também estão disponíveis. Os miúdos com idade até aos seis anos entram gratuitamente. Dos sete aos 15 pagam 8€; e os restantes pagam 10€. Também existem packs especiais para famílias (30€ para dois adultos e dois menores de 18 anos), escolas e grupos de catequeses (7€).

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