Teatro e exposições

Lisboa na Rua: vem aí cinema ao ar livre, concertos e espetáculos de dança

A autarquia já divulgou o programa deste ano. Também inclui exposições, magia e peças de teatro. A entrada é gratuita.
O Lisboa na Rua decorre até 19 de setembro.

O programa cultural Lisboa na Rua volta à capital portuguesa a 21 de agosto — e prolonga-se até 19 de setembro. Os principais destaques da programação (que, como sempre, é diversa) foram apresentados esta segunda-feira, 16 de agosto, pela Câmara Municipal de Lisboa e pela EGEAC. 

A entrada é gratuita para todos os eventos e iniciativas, mas a lotação mantém-se reduzida, para cumprir as normas de segurança em vigor. O programa arranca no Castelo de São Jorge, com o primeiro de cinco concertos do ciclo A Música e O Mundo — Encontros Sonoros Atlânticos.

Trata-se de um espetáculo de percussão e voz com obras de Philip Glass, e duas estreias dos compositores Ângela da Ponte e Vasco Mendonça, interpretadas pelo grupo Drumming GP e o contratenor Stephen Diaz.

Após um ano de interregno, o Festival Internacional da Máscara Ibérica está de volta a Lisboa — numa recuperação das tradições pagãs da cultura popular. Durante dois fins de semana, os grupos tradicionais de mascarados, vindos de Miranda do Douro, das Astúrias e da Galiza apresentam-se no Museu de Lisboa — Palácio Pimenta, no Museu da Marioneta e no Castelo de São Jorge.

O mês de agosto é encerrado com uma série de iniciativas de diferentes áreas. O festival Fuso vai levar a videoarte à cidade. Já o ciclo Dançar a Cidade vai incluir espetáculos de dança em bibliotecas, museus e monumentos. E vai haver ainda o habitual Lisboa Mágica, festival de magia com inúmeros espetáculos espalhados por diferentes locais. A direção artística é de Luís de Matos.

A imagem ilustrativa já divulgada de “O Barco/The Boat”.

Em setembro vai poder ver no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) uma grande instalação da artista Grada Kilomba — que se estende ao longo de 32 metros, junto do rio Tejo, e promete confrontar-nos com o nosso passado e recordar histórias e identidades esquecidas ao longo do tempo. 

Chama-se “O Barco/The Boat” e é composta por 140 blocos, que formam a silhueta do fundo de uma nau e desenham minuciosamente o espaço criado para acomodar os corpos de milhões de africanos, escravizados pelos impérios europeus.

Vai haver cinema ao ar livre no Museu de Lisboa — Palácio Pimenta. Serão quatro sessões, às sextas-feiras e sábados, a partir das 21h30.

É no mesmo jardim, na zona do Campo Grande, que o público vai poder assistir ao primeiro espetáculo escrito e encenado por Capicua, “A Tralha”. A organização diz que “nos recorda que as preocupações ambientais continuam a ser urgentes”.

O programa inclui ainda uma “não-edição” do festival Lisboa Soa, dedicado à arte sonora, no Castelo de São Jorge; uma exposição de fotografia retrospetiva do projeto Parallel Review; um concerto de “O Conde de Monte Cristo”, interpretado pela Orquestra Orbis; e o concerto de estreia do maestro Martim Sousa Tavares a dirigir a Orquestra Gulbenkian.

Todos os detalhes (e a programação completa) podem ser consultados no site Cultura na Rua.

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