Teatro e exposições

Morreu Nomen, um dos maiores pioneiros do graffiti em Portugal

O artista tinha 48 anos. Pintou murais em vários pontos do mundo.
Tinha 48 anos.

Morreu esta quinta-feira, 4 de agosto, Nuno Reis, mais conhecido por Nomen, o grande pioneiro do graffiti em Portugal desde 1989. A notícia foi confirmada no sábado, 6 de agosto, nas redes sociais oficiais do artista através do seu filho, Gonçalo Reis, e no Twitter da Antena 3. 

O writer tinha 48 anos e ainda não se sabem as causas da morte. As reações à notícia começaram a ser publicadas durante o dia de sexta-feira.

“Os Kings, como as lendas (que muito provavelmente serão também) nunca morrem”, escreveu o rapper e produtor Ace, em homenagem a Nomen, recordando o seu impacto na cultura hip hop nacional. Também os Micro deixaram uma mensagem para o amigo: “Para sempre ligados, sempre te recordaremos. Crescemos juntos, somos como irmãos. Não há muito mais a dizer: tu és o rei, não só no graffiti mas como pessoa”.

Foi em 1989 que o graffiti apareceu em Portugal. Na altura, eram desenhos ilegais de nomes artísticos em muros e paredes que começaram por surgir na zona de Carcavelos, na Linha de Cascais. Um desses primeiros writers — os artistas que fazem graffiti — foi precisamente Nomen.

Depois de vários anos a praticar ilegalmente nas ruas, Nuno Reis profissionalizou-se na área e tornou-se num dos artistas de arte urbana mais requisitados de sempre. Nomen tinha murais pintados em todo o País e a sua arte espalhada em paredes de vários pontos do mundo. Recentemente, chegou a estar em exposição no Le Carrousel, no Museu do Louvre, em Paris.

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