Teatro e exposições

Museu da Arte Proibida mostra obras censuradas de Picasso, Klimt e Banksy

Com peças de Picasso, Ai Weiwei, mas também de prisioneiros de Guantánamo, o espaço quer celebrar a liberdade de expressão.
O museu vai ter obras de artistas como Picasso, Ai WeiWei, Goya, Banksy ou Klimt

O Museu da Arte Proibida em Barcelona é inaugurado esta quinta-feira,  26 de outubro. O novo espaço museológico coloca a censura em causa, e irá mostrar obras de grandes artistas internacionais que foram reprovadas ou atacadas.

As criações exibidas no museu “foram proibidas ou denunciadas por motivos políticos, sociais ou religiosos”. O portefólio inclui mais de 200 obras de figuras como Picasso, Ai Weiwei, Goya, Banksy ou Klimt. Entre os formatos podemos encontrar pinturas, esculturas, fotografias, instalações, gravuras e peças audiovisuais.

O objetivo é “abordar a repressão na arte a partir de diversas perspetivas: desde a comercial, religiosa, política, a própria autocensura”. O jornalista e empresário, Tatxo Benet, iniciou a coleção há cinco anos e vai financiar pessoalmente o projeto. “Este é o único espaço do mundo dedicado a trabalhos reprimidos”, explicou, citado pelo “The Guardian”.

“Há obras que talvez não tenham grande mérito artístico, no entanto, pela sua história, merecem um lugar no museu. É isso que estes trabalhos têm em comum, mostram que a censura falhou. Aqui é possível vê-las. É um triunfo da liberdade de expressão”, argumentou.

Para além dos artistas de maior renome, existe, por exemplo, uma coleção de desenhos de ex-prisioneiros da Baía de Guantánamo. O jornal inglês recordou o caso de uma exposição de detidos na prisão de alta segurança dos EUA, que esteve exposta, no John Jay College of Criminal Justice, em Nova Iorque, em 2017.

Na altura, um membro do Conselho do Memorial e Museu do 11 de Setembro descreveu-a como uma “farsa”. Apesar de exposição ter continuado, o governo dos Estados Unidos decretou que a partir de então, a arte de detido de Guantánamo teria de ser destruída após a sua libertação.

“Embora não tenham grande mérito artístico, têm uma história importante”, explico Benet. “Exibi-los aqui significa que eles foram, de facto, libertados”.

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