O Museu do Oriente, em Alcântara, Lisboa, vai celebrar a maioridade com uma programação especial esta sexta-feira, 8 de maio. O espaço vai organizar 10 visitas de 18 minutos ao longo de um dia inteiro, para assinalar os seus 18 anos.
Cada visita, sob o mote “18×18: Minutos Que Celebram Anos”, será conduzida pelos próprios conservadores, investigadores e equipa de mediação que deram forma ao museu desde a abertura, em 2008. Vão acontecer entre as 10 e as 19 horas.
Durante este período, o público vai poder conhecer o museu em atividades pensadas para “caber num intervalo de almoço ou num fim de tarde”. Todas têm a entrada livre, mas requerem inscrição prévia, que pode ser feita online ou no local.
Cada uma destas visitas será dedicada a um tema distinto, que vai desde as obras até as coleções. Existem sessões dedicadas à gravura em água-forte, a partir da exposição temporária “Da Matriz à Impressão”, e ao Ano Novo tailandês, através dos objetos expostos. Outras levam o público à porcelana do acervo, ao Xintoísmo, ao Budismo e aos principais festivais japoneses.
Às 20 horas, o auditório recebe também a estreia de “Zen, Yuu, Mii | Piano, Japão, Silêncio, Fado”, um concerto inédito de Júlio Resende, concebido especificamente para o Museu do Oriente. O pianista, que regressa de duas viagens ao Japão, propõe ao público “um ritual antes da música: chegar dez minutos mais cedo e escutar o silêncio, como se atravessasse a entrada de um templo. Só depois entra o piano”, avança o espaço.

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