Teatro e exposições

Museu russo exige a devolução de obras de arte emprestadas a Itália

O conflito sem armas travado entre Rússia e a UE está cada vez mais duro e nenhuma área escapa.
A guerra não se trava só no terreno

À medida que os militares russos conquistam cada vez mais terreno na Ucrânia, apertam-se também as sanções económicas promovidas pelos países da NATO, do ocidente e de muitas marcas multinacionais. A resposta do Kremlin mantém-se não-violenta, mas socorre-se de tudo o que pode dar como moeda de troca. Desta vez são obras de arte.

Um dos mais importantes museus russos, o Hermitage, em São Petersburgo, exigiu a devolução imediata de peças que haviam sido emprestadas a museus italianos. O pedido veio assinado pelo próprio diretor da instituição, Mikhail Piotrovky, que terá sido instruído pelo ministro da cultura do país, nota o “The Guardian”.

“Todos os empréstimos devem ser devolvidos à Rússia”, explica a carta, que estipulou como prazo limite o final de março.

Entre as obras emprestadas está uma escultura do italiano Antonio Canova, bem como pinturas de Ticiano ou Giovanni Cariani e até um Picasso. São mais de duas dezenas de obras, dispersas em museus de Milão e Roma que agora deverão ter que regressar à casa original.

Mais obras deverão seguir o rumo, já que o Hermitage tem empréstimos a diversos museus europeus, como o Victoria & Albert Museum, em Londres.

A reação russa acentua-se à medida que o país vai ficando cada vez mais bloqueado e isolado. Depois das sanções económicas que complicaram a vida aos russos, também as multinacionais alimentares e as marcas de luxo estão, aos poucos, a interromper toda a sua atividade na Rússia.

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