Teatro e exposições

Museus holandeses reabriram como barbeiros para protestar contra as restrições

Houve serviços de manicure e aulas de ioga, com o risco de serem multados. Dezenas de instituições aderiram a este movimento.
Dezenas de instituições aderiram.

Nos Países Baixos, dezenas de museus e espaços culturais protestaram no final da semana passada contra as atuais restrições relacionadas com a pandemia — e de forma bastante criativa. Os museus reabriram para cortes de cabelo, serviços de manicure e aulas de ioga, entre outras atividades que o governo local permitiu que fossem retomadas.

Os museus e outros espaços culturais foram obrigados a encerrar em dezembro, quando a variante Ómicron se tornou dominante na Europa e fez disparar o número de casos de Covid-19. Ainda não tiveram ordem para reabrir, ao contrário destas atividades, o que motivou o protesto do setor.

Museus importantes como o Van Gogh, em Amesterdão, ou o Frans Hals, em Haarlem, aderiram à iniciativa. Houve aulas de ioga em frente a grandes pinturas, e cortes de cabelo realizados ao lado de uma orquestra sinfónica que estava a tocar ao vivo. Os museus arriscaram ser multados, já que infringiram as normas impostas pelas autoridades de saúde daquele país. Ainda assim, mantiveram os cuidados normais de higiene e só foi possível entrar com certificado de vacinação ou teste negativo, além de haver lotação reduzida.

No Twitter, uma representante do Ministério da Cultura dos Países Baixos, Gunay Uslu, reagiu ao protesto. O setor cultural está a chamar a atenção para a sua situação de forma criativa. Compreendo o grito de ajuda e que os artistas queiram mostrar todas as coisas bonitas que têm para nos oferecer. Mas a abertura da sociedade deve acontecer progressivamente. A cultura está no topo da agenda”, escreveu.

Os Países Baixos têm tido mais de 30 mil novos casos por dia, ainda que os internamentos tenham vindo a diminuir. Ao contrário de outros países, não levantaram demasiadas restrições nestas semanas e têm mantido uma atitude cautelosa face à pandemia.

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