Teatro e exposições

A nova exposição de Lisboa mostra-lhe o Zé Povinho do século XXI

Cinco pinturas e um livro dão a conhecer sátiras da política e economia do País.
Apresenta uma versão mais atual do Zé Povinho.

Conhecemos o Zé Povinho como um símbolo português e também pelo manguito gesticula face às injustiças sociais. Criado por Rafael Bordalo Pinheiro, surgiu pela primeira vez num cartoon em 1875, com um rapaz a pedir esmola rodeado por caricaturas do ministro das Finanças e do Governo da altura. Magro, nu e cabisbaixo com o corpo contorcido, carrega às costas os impostos e a ignorância.

Provavelmente pensou que não estamos a falar do mesmo Zé, mas a descrição acima é o novo retrato da exposição “The Poortuguese” de Tomás Delft, no 8 Marvila, em Lisboa, inaugurada e disponível até 2 de junho. De quinta a domingo, das 12 horas às 20 horas, a galeria Elisa Rezende é cenário para cinco pinturas de graffiti e um livro, todos baseados no Zé Povinho, com um storytelling do quotidiano.

Para não restarem dúvidas, o artista acompanha a amostra durante os fins de semana para a troca de ideias com os visitantes.

O designer gráfico começou por retratar uma sátira política e económica alusiva à realidade dos jovens no País, mas facilmente a dinâmica também pode ser adaptada a outros países. Tomás vê neste projeto, em tons de azul, preto e branco, um assunto “sensível” e um retrato “polémico”, considerando que cada obra é sinónimo de sentimento e de um ADN próprio.

O público vai poder ainda adquirir o livro em serigrafia em duas versões — A4 ou A6— assinados pelo artista, assim como as restantes pinturas à mão em acrílico com um contraste entre o luxo e a simplicidade.

 

 

 

 

 

 

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