Cultura
ROCKWATTLET'S ROCK

Teatro e exposições

Novo espaço cultural no Chiado só tem obras oferecidas por artistas

Da pintura à fotografia, o acervo junta dezenas de peças que, desde 2017, têm sido deixadas à Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.

O gesto é simbólico, mas já faz parte da história da Galeria Santa Maria Maior, situada no edifício-sede da Junta de Freguesia. Desde 2017 que, em cada exposição, os artistas convidados oferecem uma das suas obras ao espaço, deixando um testemunho da sua passagem por este ponto de encontro cultural.

A partir desse ano, todas essas doações vão dar origem a um novo espaço cultural, também no Chiado, que junta várias destas práticas artísticas. Da pintura à fotografia, passando pela escultura, o Acervo Santa Maria Maior foi inaugurado em dezembro com um grande espólio artístico.

“Ao acumularmos um número considerável de peças, sentimos que estava na altura de abrir um espaço para expor tudo o que tem sido doado”, começa por explicar à NiT a Presidente da autarquia, Maria João Correia, acrescentando que este será “um lugar de reflexão, memória e continuidade”.

A primeira exposição conta com apenas 19 das 60 obras em acervo, o que significa que ainda há dezenas de criações para expor. “Numa fase inicial, vai haver uma maior rotatividade porque ainda temos bastantes peças para mostrar. No entanto, existe o objetivo de evoluir para outro tipo de exposição, sempre em articulação com as nossas obras.”

Está a ser criado desde 2017.

Segundo a autarca, aquilo que se pretende é que este novo canto, “à semelhança da galeria, seja um local a considerar naquele que é o roteiro cultural da cidade”, tornando-se um ponto de referência. Afinal, será “uma coleção que cresce não por acumulação, mas por relação — uma presença que se renova à medida que novos artistas se inscrevem nesta história em evolução.”.

A prova disso está que, em poucas semanas, o acervo recebeu mais de meio milhar de visitas. Tem sido particularmente visitado por moradores do Chiado, entre eles famílias com miúdos, mas também outros lisboetas e bastantes estrangeiros, sejam eles residentes ou turistas.

Deste arranque do projeto, com um ciclo de exposições, vai nascer um “acervo vivo” e que pode também “ser vivido pela cidade”, com exposições orgânicas com outros artistas e trabalhos, sob temas em comum ou motes desafiadores. Será, acima de tudo, dedicado à valorização, preservação e divulgação do espólio artístico da Junta de Freguesia. 

Este novo espaço tem também a missão de dinamizar uma série de iniciativas de caráter cultural abertas a toda a comunidade. Antes da inauguração da nova exposição, em fevereiro, vão receber o lançamento do livro de fotografia de Rosa Reis, “Jazz Emotions”, uma amostra das várias iniciativas que o espaço expositivo pode receber, como outro tipo de lançamentos de produtos ou propostas culturais.

Fica no Chiado.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. Serpa Pinto
    1200-442 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Segunda-feira a sábado das 14h às 19h

ARTIGOS RECOMENDADOS