Teatro e exposições

Obras de Picasso e Miró encontradas em Penalva do Castelo. Seriam vendidas por mordomo

Ao todo, são 278 peças feitas por 27 artistas. Pertenciam a um colecionador norte-americano, que morreu há dois anos.

A Polícia Judiciária encontrou 278 obras de arte assinadas por artistas de renome — onde se incluem Pablo Picasso e Joan Miró — e outras com séculos de história, numa moradia em Penalva do Castelo, distrito de Viseu. A notícia foi avançada esta quinta-feira, 23 de abril, pelas autoridades.

As peças pertenciam a um cidadão norte-americano, que morreu em 2024, e estavam sob a posse de um antigo funcionário, que planeava vendê-las. A operação acabou por ser batizada de “Mordomo” pela PJ.

Entre as apreensões, foram identificados trabalhos artísticos, alegadamente realizados por 27 autores diferentes, entre os quais Pablo Picasso, Joan Miró, David Hockney, Albrecht Dürer, Pierre Bonnard e Juan Downey.

“Trata-se de pinturas, litografias, serigrafias, esculturas e objetos de origem arqueológica, entre outros bens culturais”, referiram as autoridades. Algumas obras aparentam também ser produções artísticas e arquitetónicas realizadas no período antes de Cristo, abrangendo a Pré-História e a Antiguidade.

“Do espólio, contam-se esculturas datadas entre os séculos I e XVIII, bem como artefactos arqueológicos dos períodos Neolítico, Greco Romano e de diversas origens, tais como a Pérsia, o Médio Oriente, a América Central e Sul, África, China e Síria”, apontaram. 

A operação da PJ, bem como a identificação das peças e obras encontradas, foi feita em colaboração com peritos do Museu Nacional Machado de Castro.

 
 
 
 
 
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