Teatro e exposições

Presença de Eleven, de “Stranger Things”, lança o caos na Comic Con

Millie Bobby Brown passou pelo evento este domingo e deixou centenas de fãs ao sol durante horas.
A multidão que ficou à porta.

Millie Bobby Brown, a atriz que interpreta Eleven na série “Stranger Things”, passou este domingo, 15 de setembro, na Comic Con, que se realiza no Passeio Marítimo de Algés. O que poderia ser um dia alegre no evento dedicado à cultura pop, tornou-se num verdadeiro pesadelo para a maioria dos fãs.

A presença da estrela da televisão lançou o caos no recinto. Segundo alguns fãs, com quem a NiT falou, havia pessoas desde as 4 horas da manhã à porta do recinto para serem as primeiras a entrar. Assim que as portas abriram, elas correram até à The Pop Culture Store para comprar uma das 300 senhas válidas para tirar uma fotografia com Millie (30€) ou com direito a um autógrafo especial.

“Chegámos às 9h30 e quando as portas abriram às 10 horas, toda a gente começou a correr que nem loucos para a loja das senhas. Nem valeu a pena tentar, era mesmo muita gente”, conta à NiT, Rita, de 17 anos. “Isto está muito mal organizado, no ano passado a tenda era muito maior e tinha bancadas”.

A tenda a que Rita se refere é onde está o palco que recebeu a atriz, às 14h30, para participar num painel de perguntas e respostas, com a moderação de Nuno Markl.

“Houve pessoas que entraram na tenda de manhã e nunca mais saíram, deviam obrigar todos a sair no final de cada painel”, diz a mãe de uma fã, que passou horas debaixo do sol e ao lado de centenas de pessoas desiludidas. A NiT viu vários adolescentes a chorarem com a frustração de não poderem ver Millie Bobby Brown. 

“Há aqui este ecrã mas não conseguimos ver nada por causa das pessoas e não se ouve absolutamente nada. Ainda por cima ouvimos quem está lá dentro a gritar de felicidade e aqui fora só ouvimos ‘bu’. Eu sou daqui, mas os meus primos vieram do Porto de propósito e agora não vão ver nada”, queixa-se à NiT Maria, de 14 anos.

Os protestos da multidão descontente traduziram-se com gritos a exigirem para que as portas fossem abertas. Também houve quem batesse no lado de fora da tenda ou tentasse forçar a entrada contra a vontade dos seguranças. Vários pais têm tentado falar com a organização para exigir o dinheiro da entrada de volta.

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