Teatro e exposições

Serralves abre novo edifício do museu de arte com homenagem a Álvaro Siza

A inauguração da ala com 4.204 metros quadrados permitiu aumentar em 44 por cento a área expositiva.
Este novo espaço foi inaugurado no dia 19 de outubro

A Fundação de Serralves inaugurou, esta quinta-feira, dia 19 de outubro, o Edifício Poente do Museu de Arte Contemporânea, no Porto. Na apresentação da chamada Ala Álvaro Siza, a presidente da Fundação de Serralves, Ana Pinho, salientou que o novo edifício é um marco na história da instituição.

Esta abertura representa um investimento de 10 milhões de euros, financiado em cerca de quatro milhões por fundos comunitários. O lançamento acontece dois anos depois da abertura do concurso público.

“O edifício tem três pisos, dois dedicados a exposições, um à coleção de arte contemporânea de Serralves, que estará assim exposta em permanência de forma dinâmica, e um dedicado à área Arquitetura, que é também um eixo fundamental da Fundação de Serralves”, informou a presidente da Fundação de Serralves

O edifício só vai receber exposições em 2024. A primeira vai ser dedicada às peças da coleção permanente da Fundação de Serralves. A segunda será focada na arquitetura de Álvaro Siza.

O arquiteto, que esteve presente no lançamento, revelou aos jornalistas que o projeto “correu muito bem” graças a “uma coisa rara, a continuidade de relacionamento entre um arquiteto e um dono de obra”, algo que “nem mesmo com os Papas acontecia”.

Siza é um colaborador de longa data da Fundação de Serralves. Foi responsável por projetar, em 1999, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, em 2019, a Casa do Cinema Manoel de Oliveira e, em 2021, a construção da Casa dos Jardineiros e a recuperação da Casa de Serralves.

A Ala Álvaro Siza tem um total de 4.204 metros quadrados de construção, um aumento de 33 por cento face ao atual Museu, com 1.975 metros quadrados de área expositiva, um aumento de 44 por cento relativamente à área atual. A área dedicada às reservas terá 1.117 metros quadrados, aumentando assim a capacidade atual em 75 por cento.

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