Teatro e exposições

Tudo o que pode fazer (sem pagar) este sábado no Dia Internacional dos Museus

Há propostas em todo o País, desde o MAAT em Lisboa ao Museu do Carro Elétrico no Porto.
Há propostas em todo o País.

Este fim de semana vai ser o melhor do ano para conhecer os principais museus de Portugal. Normalmente, a entrada já é gratuita ao domingo. No sábado, 18, o mesmo acontecerá em vários espaços do País — tudo graças ao Dia Internacional dos Museus.

Em Lisboa há dois grandes destaques. O primeiro é o MAAT, mesmo ao lado do rio Tejo. O tema da iniciativa de 2024 é “Museus para a Educação e a Investigação” e pretende realçar a importância destes locais como instituições educativas que promovem a aprendizagem, a descoberta e a compreensão cultural.

Para celebrar, haverá atividades gratuitas ao longo de todo o dia. O evento começa logo pelas 10h30 com uma visita à Central Tejo destinada a miúdos com idades entre os sete e os 12 anos. Aqui, terão a oportunidade de conhecer a antiga fábrica onde se produziu eletricidade para Lisboa no século XX.

Uma hora depois começa “Oficina de ciência: Carrinhos Solares”, onde o objetivo é construir um carro movido a energia solar. Esta proposta já é para aqueles com idades entre os seis e os 12.

As três outras iniciativas já são abertas a toda a gente, independentemente da idade. Ao meio-dia poderá conhecer uma exposição que o desafiará a descobrir a beleza imprevista na arqueologia e na engenharia. Vai ser, essencialmente, um diálogo entre objetos da coleção do Museu Nacional de Arqueologia e da Coleção do Património Energético da Fundação EDP.

Se pretende continuar a descobrir obras de arte, basta esperar pelas 16 horas para conhecer a mostra “Hoje Soube-me a Pouco”, onde são apresentadas peças de artistas que marcaram o período posterior ao 25 de Abril de 1974.

Para terminar chega, às 18 horas, um teatro de marionetas que une a cultura popular à escrita erudita com música interpretada ao vivo com uma guitarra portuguesa. Além de tudo isto, a entrada no MAAT é absolutamente gratuita ao longo do dia.

Ainda em Lisboa vai poder conhecer o famoso Quake, que desde 2022 já recebeu mais de 200 mil visitantes e muitos prémios, como um World Travel Award na categoria de Europe’s Leading New Tourist Attraction.

Se ainda não teve a oportunidade de passar por lá — ou caso queira ter a experiência imersiva novamente —vai gostar de saber que estarão a ser oferecidas 100 entradas gratuitas válidas para as primeiras sessões. Os bilhetes vão ser entregues a quem chegar primeiro e não é possível fazer pré-reserva.

Oficialmente inaugurado a 20 de abril de 2022, o Quake é um museu imersivo que conta a história do trágico terramoto de 1755 e se foca nos sismos enquanto fenómenos da natureza. O edifício de 1800 metros quadrados foi construído de raiz em Belém, junto do Museu Nacional dos Coches e perto da ponte pedonal que permite chegar ao terraço do MAAT. A experiência dura cerca de uma hora e meia, com novas sessões de dez em dez minutos.

Através de complexos jogos de luzes e projeções, muitas salas vão parecer vivas, no sentido em que haverá constante animação e movimento. Pelo meio vai haver máquinas que emanam calor, odores específicos ou vento, para tornar a experiência mais realista. Há etapas que têm como objetivo explicar aos visitantes como se forma, afinal, um sismo — e há exemplos concretos de terramotos mais recentes, mas também se explicam como funcionam as construções antissísmicas dos prédios.

Se estiver por Braga, uma das melhores opções é a “viagem sonora pela educação musical”. Trata-se de um concerto que associa a música ao espaço patrimonial. Decorrerá no Museu dos Biscainhos e a performance é apresentada pelo Conservatório de Música Calouste Gulbenkian.

Também não faltam atividades no Porto, como seria de se esperar. Entre as 21 e as 23 horas pode participar numa visita noturna e numa viagem de carro elétrico “num ambiente encantador e inesquecível enquanto mergulha no quotidiano das expressões relacionadas com os elétricos”, descreve a organização. Decorrerá, claro, no Museu do Carro Elétrico.

Também à noite haverá, no Museu Nacional Soares dos Reis, uma visita onde a única luz vem das lanternas dos visitantes, para conhecer de forma única todos os recantos deste local.

Já no Oeste do País, mais especificamente nas Caldas da Rainha, pode contar com um concerto especial de Gerardo Rodrigues que, com o seu piano, se tem apresentado por todo o País. Nesta atuação de 75 minutos no Museu José Malhoa o artista vai levar os espectadores numa viagem por diversas emoções e “para um mundo paralelo de paz e harmonia”.

As ilhas não ficaram esquecidas numa das maiores iniciativas do ano. No Funchal (Madeira) vai poder viajar no tempo no Museu Quinta das Cruzes. A 18 de maio vai ser apresentado na sala 12 um baile oitocentista — faz sentido, visto que no passado o espaço foi uma moradia de famílias nobres. O programa inclui seis estilos de dança: polonesa, quadrilha, valsa vienense, polka, mazurka e cotillion.

Se estiver pela Ponta Delgada, nos Açores, o Museu Carlos Machado vai ter muitas atividades ao longo do dia. O programa arranca pelas 11 horas com um peddy paper chamado Um Museu por Descobrir. Seguem-se diversas visitas guiadas com artistas e curadores pelas 14 horas e, no final, pelas 18h30, vai haver um espetáculo no Núcleo de Arte Sacra, na Igreja do Colégio.

Estas são apenas algumas de centenas de iniciativas que decorrerão em todo o País. Todas as propostas podem ser vistas online, no site do Dia Internacional dos Museus.

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