Teatro e exposições

Vai ser construído um museu de arte urbana com 300 obras de Vhils

A iniciativa é da Câmara Municipal de Cascais e será inaugurado este ano.

Vhils esculpe rostos nas paredes

Desde sempre que o concelho e as cidades da linha de Cascais — Oeiras, Carcavelos, entre outras — foram uma zona de excelência para a arte urbana e o graffiti em Portugal.

Foi lá, por volta de 1989, que nasceu um movimento artístico que era ilegal, no início, e se foi transformando ao longo dos anos. Hoje não se resume às assinaturas feitas com latas de tinta criadas em cinco minutos e há cada vez mais grandes murais com significados políticos que demoram semanas a fazer.

Este ano, a própria Câmara Municipal de Cascais vai inaugurar o primeiro Museu de Arte Urbana em Portugal — que vai contar com cerca de 300 obras da coleção privada de Vhils —, aquele que é o expoente máximo da arte urbana portuguesa. Pelo menos aquelas que não estão esculpidas nas paredes da cidade.

A informação foi divulgada pelo vice-presidente da Câmara Municipal, Miguel Pinto Luz, esta quinta-feira, 13 de janeiro, durante uma reunião a propósito de uma taxa turística da localidade na qual foram ainda divulgados outros projetos de Cascais.

Apesar de ter as obras de Vhils e de este ser uma figura importante no museu — e de não se saber que papel irá ter —, o objetivo é ter peças de autores de norte a sul do País e de várias épocas.

Tanto interessam as peças contemporâneas como os murais políticos feitos após o 25 de Abril — além de valorizar este tipo de arte, vai assegurar a sua preservação, já que costuma ser feita nas paredes da cidade e de forma temporária, sem exposições permanentes. Pelo menos até agora.

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