Antes do tão aguardado jantar de grupo, os casais da nova edição de “Casados à Primeira Vista” reuniram-se no programa deste domingo, 3 de maio, para fazer o balanço da semana junto dos especialistas. Nesta retrospectiva coletiva, não faltaram alguns momentos de confronto.
Um dos destaques foi Verónica Eusébio, de 42 anos, que realçou a forma como se posiciona e vê no meio deste reality show. “Precisava de mandar cá para fora e perceber se está tudo bem, se já tinha havido conflitos ou se só eu é que sou a cabra do grupo”, rematou.
Apesar dos risos das companheiras, rapidamente apressaram-se a defendê-la, descrevendo-a como “impulsiva”, “lutadora” e um “doce”. A instrutora de condução corrigiu-as logo. “Não sou, não. Sou a cabra do grupo”.
A postura da noiva de Rui Filipe preocupou logo os especialistas que assistiam ao momento. “Ela precisa de sair desse padrão para construir um relacionamento”, afirmou Cris Carvalho, que defende que “esta forma de estar, de comunicar, de criticar e de ironizar é um papel que lhe cabe há muitos anos.”
Mais tarde, quando se sentaram com os especialistas, concordaram que parecia estar tudo a correr tudo bem, mas o gerente de restauração, de 32 anos, defendeu-se a dizer que “ainda não tinha atração” por Verónica, tal como sentiu no no primeiro encontro. “Foi um momento que também me assustou”, acrescentou.
“Vocês, às vezes, querem chegar num nível de sinceridade que eu chamo de sincericídio. Evitem dizer ‘não estamos apaixonados’, ou que ainda não sentem atração. Foquem no que já têm. Porque se vocês continuarem no ‘ainda não tenho’, vocês vão-se afastar”, apontou a especialista.
Eduardo Torgal também não poupou críticas à postura da jovem, confrontando-a sobre o constante uso do humor como mecanismo de defesa. “A relação não é tanto sobre isso, é ‘o que é que eu posso trazer para a relação’ e menos o que é que o outro pode ou não pode fazer”.
Recorde-se que, na estreia, Verónica revelou estar cansada de relações após uma vida marcada pelo sentimento de solidão nas mesmas. Acabou por ser a escolha dos especialistas para Rui Filipe, acreditando que seria um melhor match para o noivo, que tinha duas pretendentes. “Estás aqui a mais, querida. Vai procurar o teu porque este parece-me a mim que não é para ti”, disse Verónica a Elisabete, a outra opção. “Isto vai dar para o torto”.
Houve mais confrontos
Elisabete, por sua vez, chegou a um novo nível de tensão na sua relação com Rui Pedro, o noivo com quem acabou por casar, também durante a conversa com os especialistas. Tudo escalou quando o primeiro “quase” casamento da esteticista, de 44 anos, voltou a surgir e o noivo não escondeu o desconforto que sentiu inicialmente.
De seguida, a noiva acusou o consultor imobiliário de 51 anos de “querer saltar etapas”, além de apontar a falta de empatia dele como um dos principais problemas. “Não estou a perceber a forma como ela está a falar. Para mim é tudo novidade”, respondeu ele.
Entre Quinita e Carlos também houve algum distanciamento, desde logo notado pela forma como se sentaram no sofá. “Fora a parte da aparência, chocou-me muito os nossos mundos. Eu sou uma pessoa simples, não tive a possibilidade e a oportunidade de ter estudos e vivência e o Carlos não. É muito vivido e frisa muito isto”, referiu a noiva.
Embora visivelmente nervosa, a ajudante de cozinha, de 63 anos, decidiu, com a ajuda da especialista Sara Malcato, que quer continuar com a relação e, consequentemente, garantiu a estadia no programa durante mais uma semana.

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