Televisão

A nova “A Guerra dos Tronos” da Netflix está a ser um sucesso mundial

“Resurrection Ertugrul” tem cinco temporadas e ainda não chegou a Portugal. É uma produção turca que tem gerado polémica.
A série terminou no ano passado.

Desde que “A Guerra dos Tronos” terminou a sua jornada épica, em maio do ano passado, que os fãs de fantasia e de cenários medievais têm procurado uma produção que possa preencher essa lacuna deixada vazia pela série da HBO. Assim se perceber porque é que vários milhões de pessoas espalhadas pelo mundo se têm deixado contagiar pela narrativa de “Resurrection Ertugrul”, produção turca que tem sido amplamente descrita como “A Guerra dos Tronos” muçulmana.

Estreou em 2014 e prolongou-se até 2019, com um total de cinco temporadas e 179 episódios — mas só nos últimos anos é que se tem internacionalizado de uma forma mais expansiva, quando os direitos de distribuição foram adquiridos pela Netflix.

Ainda não está disponível em Portugal, mas o projeto consta do catálogo da plataforma de streaming — é possível pedir ao serviço para lhe enviar um lembrete assim que chegar cá, apesar de não haver qualquer confirmação de quando isso irá acontecer. No Brasil, onde está disponível, chama-se “O Grande Guerreiro Otomano”.

As comparações com “A Guerra dos Tronos” devem-se mais ao facto de esta ser uma produção épica, com grandes batalhas e disputas entre rivais, com um enredo envolvente — mas não há dragões nem white walkers ou outras criaturas fantasiosas.

Aliás, este é um drama que retrata um período histórico real, no século XIII, na fase que antecipou e levou à fundação do Império Otomano. É a história de Ertugrul, o líder da tribo muçulmana dos oguzes, na atual Turquia. Os oguzes vão ter de proteger-se contra invasores da Mongólia, cristãos, bizantinos ou os cavaleiros templários, entre tantos outros. Ertugrul foi o pai de Osman I, o criador do Império Otomano, que também é uma das personagens.

O enredo acompanha as aventuras dos protagonistas desta tribo, o seu percurso e as suas disputas contra os inimigos e as alianças que fazem ao longo dos tempos, com vários romances pelo meio.

A série tem sido bastante elogiada e tornou-se muito popular no mercado turco, em vários países asiáticos da antiga União Soviética e no sul da Ásia, além da América do sul. Contudo, também originou uma série de polémicas sociais e religiosas. As opiniões dividem-se.

A produção foi banida em vários países muçulmanos, houve acusações de haver algumas imprecisões históricas e até de glorificar a violência e o fundamentalismo islâmico, retratando de forma errada os cristãos e outros povos. Por outro lado, “Resurrection Ertugrul” foi recomendada à população por vários líderes de países — entre os quais o Paquistão e a própria Turquia, estados onde foi um enorme sucesso — por promover os valores muçulmanos, por celebrar a respetiva cultura e até combater a islamofobia.

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