Televisão

A nova e bizarra série da Netflix mistura decoração e sexo

Chama-se "How to Build a Sex Room" e revela transformações incríveis de divisões em salas de puro prazer.
Prepare-se para o inesperado

Imagine um episódio de “Property Brothers” ou de “Querido Mudei a Casa” em que parte dele, é passado a discutir os fetiches sexuais dos moradores. Tudo para criar uma divisão dedicada apenas e só ao sexo. Foi para não criar estes constrangedores cruzamentos de géneros televisivos que a Netflix decidiu apostar num nicho inédito: um programa de decoração focado apenas em sex rooms.

No centro do programa está, como é habitual, uma carismática apresentadora e decoradora, neste caso a designer de interiores Melanie Rose. A britânica é a mente por detrás de cada uma das divisões meticulosamente imaginadas para a potenciar as sessões de rambóia.

Rose é, possivelmente, uma das maiores especialistas no tema. Há mais de uma década de a antiga atriz transformada em designer — e que hoje vive em Los Angeles — se especializou neste tipo de divisões e nas suas particularidades muito especiais.

A luz fez-se quando um dos seus clientes lhe pediu que desenhasse um quarto dedicado apenas em exclusivo às sessões de sexo. “Fui ao Google só disse ‘Meu Deus”, recorda ao “The Daily Beast”. Depois, decidiu emprestar-lhes o seu twist criativo.

“Inicialmente pareciam todas masmorras chiques, depois pensei que eram um bocado chatas, aborrecidas. Quem é que quer isso? Se vais ter um quarto do sexo, por que não fazer dele um sitio luxuoso?”

Nada é tabu em “How to Build a Sex Room” ou como construir um quarto do sexo. A liberdade começa logo na escolha dos casais. Há um pouco de tudo, de diferentes idades e raças, de distintas sexualidades, famílias poliamorosas e até solteirões e divorciados.

No que toca aos quartos, há os mais discretos e que podem passar por mais uma divisão bonita da casa, aos mais arriscados, que apostam em baloiços e instrumentos para BDSM.

“É importante para que percebam que não é preciso ser um determinado tipo de pessoa para querer um quarto destes”, explica a designer. “Quero colocar toda a gente na mesma onda e falar sobre sexo sem julgamentos. Quero que os casais vejam isto e isso dê origem a uma conversa do género ‘Oh, aquilo não parece ser assim tão mau. Porque não experimentamos?”.

Apelidada pelos participantes do programa como a “Mary Poppins dos quartos de sexo”, Rose não faz projetos low cost. Os valores das renovações começam nos 60 mil euros e podem chegar a mais de um milhão, dependendo da personalização.

“Quando as pessoas pensam em quartos de sexo, focam-se na palavra sexo e conotam isso com algo sujo, nojento”, frisa Rose. “Mas quando eu crio esses quartos, eles podem ser sítios bonitos, sítios onde os casais podem explorar as suas fantasias mais íntimas.”

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