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A nova série da Netflix sobre a vida da Imperatriz Sissi já é um sucesso

"A Imperatriz" segue a linha de "The Crown" e mistura monarquia, relações familiares e luta pelo poder. Tem tudo para agradar.
Foi lançada no final de setembro.

Se nasceu antes dos anos 90, de certeza que se lembra dos filmes “Sissi”. Provavelmente, a imperatriz austríaca mais conhecida em todo o mundo. O papel, que desempenhou enquanto protagonista, fez de Romy Schneider uma estrela internacional. Agora, vai poder ver a história da monarca pintada com novas cores. “A Imperatriz” estreou a 29 de setembro na Netflix e já está a ser um sucesso. 

Claro que a altura do lançamento foi escolhido a dedo. Afinal, chegou à plataforma num momento em que as notícias da morte da Rainha Isabel II diminuíam, e as gravações da série “The Crown” estavam em pausa.

Se as três produções originais são leves, doces e românticos— daqueles para entreter as famílias dos anos 50 — e entram na categoria de filmes natalícios, o mesmo não acontece com a nova adaptação. Cabe na mais recente produção original da Netflix o lado atormentado e a justiça histórica que lhe faltou no passado. São seis episódios com a atriz alemã Devrim Lingnau no papel principal.

A série, tal como os filmes, focam a relação entre o imperador da Áustria com Sissi. Franz, ou Francisco, deveria casar-se com a nobre Hélène da Baviera, mas no seu aniversário, onde o anúncio do noivado seria feito, conhece a irmã Elizabeth, que é rebelde e diferente de todos. Um amor inebriante nasce entre o jovem casal. E isso perturba completamente a estrutura de poder na corte vienense. Após o casamento, a jovem imperatriz tem de se afirmar perante a sogra, a soberana e sedenta de poder Sophie.

Ao longo dos episódios, é possível ver todo o esplendor da corte austríaca do século XIX, com os seus interiores ornamentados e roupas luxuosas. Gabriela Reumer, designer de figurinos, adiciona um toque excêntrico aos estilos da época, com padrões ousados e joias berrantes. A “Imperatriz” é protagonizada pelos recém-chegados Devrim Lingnau e Philip Froissant como Sissi e o seu marido, Franz.

O elenco conta ainda com Melika Foroutan, Katharina Eyssen e Elisa Schlott. Além disso, também tem a participação de Jördis Triebel, que integrou a série “Dark” (2017-2020), também da Netflix. O guião da série foi escrito em alemão, o que aumenta a autenticidade do projeto.

Nas críticas não falta o adjetivo “fenomenal”. Figurinos, cabelos, direção de arte, cenografia: “tudo é de tirar o fôlego”. E a narrativa segue a linha de “The Crown”, que mistura monarquia, relações familiares e luta pelo poder. Política, drama, história. Tem tudo para agradar aos espetadores. E, claro, o final deixa várias pontas soltas.

Até o momento, ainda não foi confirmada uma segunda temporada, mas os fãs não duvidam que irá acontecer. Cabe à plataforma decidir se renova ou não “A Imperatriz” com base nas classificações e popularidade da série nas próximas semanas.

Quem foi Sissi?

A nova série histórica “A Imperatriz”, que entrou no catálogo da Netflix na semana passada, conta a história de Elisabeth von Wittelsbach, a Imperatriz da Áustria entre os anos 1854 até 1898, ano da sua morte. A produção foca-se no romance de Sissi, como era conhecida, com o Imperador Francisco.

“Elisabeth não poderia imaginar que ao casar-se com ele acabaria por mergulhar no mundo de tensões e intrigas da corte de Viena”, detalha a sinopse oficial da série alemã criada por Katharina Eyssen e Lena Stahl. A própria serviu, aliás, de comparação à Princesa Diana, sendo considerada “a primeira celebridade da realeza europeia”.

Nasceu no dia 24 de dezembro de 1837, crescendo com uma educação informal. Ainda na infância, aprendeu a explorar o campo e a apreciar a arte. Aos 16 anos, casou com o Imperador Francisco Joseph I, que a inseriu na Corte dos Habsburgos. A futura Imperatriz chegou em Viena de barco e, por onde passava era aclamada.

Quando o casal comemorou 30 anos de casamento, Sissi descobriu que o Imperador frequentava um teatro e tinha-se apaixonado por uma atriz. Esse relacionamento sigiloso durou 30 anos, até a morte dele.

O filho de Sissi e Francisco, Rodolfo, foi assassinado ao lado da amante. Depois dessa perda, a Imperatriz entrou em luto profundo. Durante um passeio em Genebra, um rapaz anarquista, ao saber da presença dela na região, aproxima-se e enfia-lhe uma faca no coração. Sissi consegue entrar no navio em que ia embarcar, mas desmaia e morre aos 60 anos. Francisco I viveu, ainda, por mais 18 anos, falecendo em 1916.

Excêntrica e educada nos valores da criatividade e da aventura, é lembrada como uma das mais belas aristocratas de sempre. No entanto, a jovem imperatriz estava longe de ser a combinação ideal de beleza e boa saúde. Sofria de um distúrbio alimentar e de depressão grave. Além de um regime vigoroso de exercícios, a imperatriz praticava várias rotinas de beleza exigentes, uma das quais incluía um ritual capilar de três horas.

Mesmo após quatro gestações, Elisabeth manteve seu peso em torno dos 49 quilos e uma cintura de 40 centímetros (com ajuda do corpete) até ao final da vida. A pressão para manter sua boa aparência afetou a jovem real, que foi descrita como “graciosa, mas muito esbelta” e “extremamente infeliz”.

Leia também o artigo sobre a dieta (e hábitos de beleza bizarros) da icónica princesa Sissi.

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