Televisão

A série que nos causou claustrofobia durante os confinamentos está de volta

A segunda temporada de "The Head" estreia na HBO Max este domingo, 11 de fevereiro. Foi um grande sucesso na plataforma.
A segunda temporada vai ser ainda mais intensa.

“Nothing ever ends” ou, em português, “nada acaba verdadeiramente”. A icónica frase da novela gráfica “Watchmen” (posteriormente transformada em série) é frequentemente usada para descrever Hollywood. 

A afirmação resume — de forma algo irónica — a quantidade de remakes que têm sido lançados nos últimos anos. Quando os resultados são bons, uma obra é espremida até que não haja mais sumo restante — mesmo quando a ideia era ter uma minissérie de apenas uma temporada. Era este o caso de “The Head“, que estreou na HBO Max a 12 de junho de 2020, tornando-se quase numa salvação para milhões de pessoas durante a pandemia da Covid-19.

Os novos episódios chegam à plataforma de streaming já este domingo, 11 de fevereiro. “Quando começámos, seria uma história limitada, e foi isso que nos satisfez imenso. Teve um final definitivo. Mas depois, quando soubemos que correu bem, surgiram os rumores de uma segunda temporada, e ficámos muito entusiasmados. Não tínhamos ideias, mas tudo acabou por correr bem”, conta Katharine O’Donnelly, uma das protagonistas, à “UPI”.

John Lynch, outra das estrelas, adianta que nunca pensou que o drama repleto de momentos tensos seria tão bem recebido pelos críticos — no Rotten Tomatoes conta com uma avaliação de 90 por cento. “O renomeado biólogo Arthur Wilde (Lynch) está determinado a encontrar uma solução para as alterações climáticas, mas a sua busca transforma-se num pesadelo quando vários dos seus estimados cientistas começam a morrer repentinamente”, lê-se na sinopse.

Saiu na altura perfeita porque, de certa forma, acompanhava a realidade que o mundo enfrentava. “Como os primeiros episódios estrearam durante os confinamentos, creio que as pessoas se identificaram muito com o sentimento de solidão que era partilhado na série”, descreve o ator de 62 anos.

Nos próximos capítulos, vamos acompanhar a relação tumultuosa entre Maggie (Katharine) e Arthur Wilde (John). “Estas duas personagens estão muito interligadas, e não conseguem esquecer o ódio que sentem um pelo outro”, aponta.

Este, contudo, não é o nome verdadeiro da mulher. Tal como descobrimos na primeira temporada, chama-se Olivia, e é uma mulher sedenta de vingança que acaba por se infiltrar no grupo original de investigadores. “As pessoas já a conhecem e já sabem do que é que ela é capaz”, brinca O’Donnelly.

Regressa à nova narrativa com um plano igualmente maquiavélico, mas tudo vai por água abaixo num instante. “Ela começa a sentir muita ansiedade e o ódio que sente por Arthur cresce”, revela.

O nervosismo acaba por se refletir nos espectadores. Grande parte das cenas decorre num navio, criando assim um sentimento de claustrofobia em quem acompanha os episódios. “A quantidade de espaço é assoberbante, mas, ao mesmo tempo, quase paralisante”, destaca a estrela de 27 anos.

O mesmo acontece nas poucas cenas que decorrem no exterior, visto que estão presos no oceano e sem terra por perto. “Isto cria um paralelo com a primeira temporada e intensifica o facto de se sentirem sozinhos”, comenta, desta vez, John Lynch.

A obra foi gravada, parcialmente, num navio cargueiro no Porto de Santa Cruz de Tenerife, em Espanha. Como a embarcação estava livre durante pouco tempo, o processo de filmagens acabou por ser ligeiramente caótico.

“Trabalhei durante nova dias seguidos e fui-me queixar a alguém, quase como se tivesse à espera que me dessem uma medalha. Mas responderam-me que o Jorge [Dorado, o realizador], não parava há 21”, brinca o protagonista.

A ambos estes talentos juntam-se novas personagens, interpretadas por Hovik Keuchkerian, Moe Dunford, Josefin Nelden e Olivia Morris. Esperam assim conseguir manter a série “fresca e capaz de entreter os espectadores”. “A diversidade do elenco traz um público igualmente diverso, e acho que isso é algo único”, realça O’Donnelly.

Carregue na galeria para conhecer as séries (e regressos) que chegaram em fevereiro às plataformas de streaming e à televisão. 

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