Televisão

A série sobre a jornalista de obituários que mata os protagonistas das suas histórias

A obra é protagonizada por Siobhán Cullen, que já trabalhou com os Obama. Chega esta segunda-feira, 26 de fevereiro, ao AMC.
Vai rir muito, mas também se vai assustar.

Em junho de 2022, Siobhán Cullen foi anunciada como “a próxima grande estrela da televisão” pelo site “Screen Daily” — e parece que não estava errado. Atualmente, a atriz de está a gravar uma série de mistério produzida por Michelle e Barack Obama, através da Higher Ground, empresa que criaram em 2018. Antes disso, protagonizou “Obituary“, que estreia esta segunda-feira, 26 de fevereiro, em Portugal.

O primeiro de seis episódios será transmitido no AMC pelas 22h10. Trata-se de uma comédia negra filmada e ambientada na Irlanda. O grande destaque da narrativa é Elvira Clancy, uma jornalista de 24 anos que escreve obituários para um jornal que está cada vez mais próximo da falência.

A jovem “sempre sentiu um fascínio pela morte e adora escrever sobre o tema. Porém, tudo se complica quando fica a saber que o seu salário será reduzido e passará a ser paga por cada obituário. Perante esta situação, e depois de ‘acidentalmente’ ter assassinado uma pessoa indesejada na cidade, decide recorrer a métodos pouco ortodoxos para continuar a escrever”, lê-se na sinopse divulgada pela estação.

O futuro de Clancy afigura-se ainda mais negro quando o jornal contrata um novo repórter para investigar o caso de uma mulher que morreu misteriosamente no bosque da localidade há cinco anos.

“Elvira adora usar métodos cada vez mais astutos para matar os residentes não desejados ​​da pequena cidade de Killraven, tentando com que pareçam acidentes. Infelizmente, surge um problema: o novo correspondente policial suspeito, com uma propensão para teorias da conspiração. A pior parte é que Elvira gosta muito dele”, acrescenta.

Ao contrário do que aconteceu noutras produções em que participou, Cullen, de 34 anos, sentiu um prazer genuíno ao interpretar a personagem. “Felizmente, nós, mulheres, somos cada vez menos tolerantes no que toca a aceitar papéis de merda”, conta ao “Independent”.

Isto não significa, porém, que não existam. Apesar de já ter um nível de fama considerável, continua a receber propostas “de fazer revirar os olhos”. “Mesmo assim, acho que estamos a ir na direção certa”, garante. 

Sentiu-se imediatamente atraída para “Obituary” assim que recebeu o guião. O facto de haver uma assassina que mata para ganho profissional fez com que se lembrasse de “Dexter” — e do êxito que foi nos Estados Unidos e em todo o mundo.

O tema principal da narrativa (homicídios) é pesado, mas não se trata de uma série demasiado mórbida. Os momentos de violência são intervalados com comentários cómicos por parte dos protagonistas. “Também é uma história sobre crescimento. No caso da minha personagem, a evolução só acontece graças aos assassinatos. É assim que descobre quem é”, brinca a atriz irlandesa. 

Após esta novidade, vai poder ver Siobhán em “Bodkin“, a obra produzida pelos Obama — que deverá estrear ainda este ano. A história segue um grupo de podcasters que tenta resolver um desaparecimento misterioso na costa da Irlanda. O elenco conta com Will Forte (“The Last Man on Earth”). Depois desta, espere pelo lançamento de “The Dry”. 

Atualmente, a atriz considera estar a viver um sonho. Tudo começou em 1998, no Abbey Theatre, em Dublin. “A minha vida mudou quando percebi que isto podia ser um trabalho e que era isto que queria fazer. Sinto-me uma sortuda por ter oportunidade de fazer o que faço.”

Carregue na galeria para conhecer as séries (e regressos) que chegaram em fevereiro às plataformas de streaming e à televisão.  

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