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Ana Rita Conceição: a rapariga de 19 anos que completa a equipa de Carolina Deslandes

É uma das concorrentes que se destacaram na prova cega deste domingo no “The Voice Portugal”.
Ana Rita Conceição tem 19 anos.

Este domingo, 6 de novembro, uma das concorrentes que mais se vão destacar na prova cega de “The Voice Portugal” é Ana Rita Conceição. Com apenas 19 anos acabados de fazer, é de Montemor-o-Novo e entrou muito recentemente no curso de Sociologia na Universidade de Évora.

Levou ao programa da RTP “Portas do Sol”, tema da (também jovem) cantora Nena, e conseguiu conquistar Carolina Deslandes e Dino D’Santiago, os mentores que viraram a cadeira. Acabou por ficar com a primeira, de quem é fã há bastante tempo, e tornou-se a última concorrente a figurar na sua equipa esta temporada.

Desde pequenina que adoro cantar e a música sempre foi algo que quis seguir como carreira. Pensei que o ‘The Voice’ poderia ser uma boa oportunidade para me tentar lançar na música”, explica Ana Rita Conceição à NiT.

“Vejo o programa desde miúda, sempre o adorei e sempre quis imenso participar. Mas tinha aquela vergonha, sei lá, aquelas coisas estúpidas que as pessoas pensam. Entretanto as minhas amigas e a minha família convenceram-me, ‘vá, inscreve-te lá’. No ano passado inscrevi-mee cheguei a ir aos castings, mas não consegui ir às provas cegas. Este ano voltei a inscrever-me e consegui.”

Ana Rita Conceição cresceu numa família ligada à música. Os tios e um primo tocam na banda filarmónica de Montemor-o-Novo, tem um primo fadista e outro que toca guitarra portuguesa. Acima de tudo, aprecia música nacional. 

“Sou muito versátil no que canto, mas um dos estilos com que mais me identifico é o fado… O meu avô adora fado, está sempre a ouvir no carro e em casa, então cresci nesse meio e sempre gostei imenso de cantar. O primeiro fado que aprendi talvez tenha sido ‘Chuva’, da Mariza, para aí com 10 anos. Foi a primeira música que cantei com a minha família.”

Aponta Amália Rodrigues, Ana Moura, Carminho ou Sara Correia como referências nesta área. Mas também adora as músicas de artistas mais pop como Carolina Deslandes, António Zambujo, Miguel Araújo ou Bárbara Tinoco. Para a prova cega apostou num tema de uma jovem cantora portuguesa.

“A ‘Portas do Sol’ da Nena é uma música de que gosto muito, os meus amigos e a minha família estão sempre a pedir-me para a cantar porque dizem que fica super bem no meu tom de voz, então foi a música que decidi levar às provas cegas.”

Antes de participar no programa, se tudo corresse bem, pensava escolher Marisa Liz ou Carolina Deslandes como mentoras. Felizmente, Carolina virou a cadeira. “Se bem que qualquer mentor seria ótimo e ficaria feliz com qualquer um deles. Mas elas eram as pessoas com quem mais me identificava. No entanto, viraram o Dino e a Carolina, fiquei super feliz, e acabei por escolher fazer parte da equipa da Carolina.”

Embora não possa revelar muito sobre as próximas etapas no “The Voice”, descreve como tem sido trabalhar com Deslandes no programa. “É fantástico. Ela é uma pessoa excelente, com uma energia do outro mundo. Ela é capaz de pôr toda a gente bem disposta no momento exato em que chega com a sua energia. É super fixe para trabalhar, super simpática. Já tinha uma ideia dela mais ou menos dentro deste género porque a sigo no Instagram e vejo as coisas dela, já tinha ideia de que era uma pessoa cinco estrelas. Entretanto ela deu um concerto em Montemor, e foi mais ou menos nessa altura que ponderei entre a Marisa e a Carolina, depois virou a Carolina e escolhi-a a ela.”

A música é a sua prioridade, mas também está a estudar Sociologia na faculdade — sendo que planeia tirar um mestrado em Psicologia Forense. “Quero continuar a estudar nesta área porque acho que também é importante, além da música, termos um plano B. A música em Portugal é algo complicado. Somos muitos artistas e não é que sejamos poucas pessoas, mas é uma escala menor, então torna-se difícil. Mas o que queria mesmo, mesmo, era a música. Sempre foi a minha grande paixão.”

Por enquanto, frisa que está apenas a começar, mas espera que seja “o início de uma coisa muito bonita”. “Gostava imenso de cantar em grandes palcos e aquilo de que mais gosto quando canto é sentir que o público está a gostar do que está a ouvir, porque faz-nos sentir muito bem, que estamos a deixar as pessoas felizes naquele momento.”

Ana Rita Conceição explica ainda o quão “ansiosa” tem estado para ver as imagens da sua prova cega. “Nunca apareci na televisão, nunca fiz nada do género, é uma experiência gira. Combinei com os meus amigos todos ficarmos cá em casa a ver o programa e vamos ver como é que vai ser, mas acho que o pessoal vai gostar.” 

Recorda como foi o momento da prova cega. “Nos ensaios não estava nervosa, mas depois entrei e pensei ‘isto é a sério’. Entrei com zero expetativas de virar alguma coisa que era para não me desiludir. Tinha medo de me desiludir. O que acontecesse era porque tinha de ser. E fiquei super contente. Acho que o público vai gostar da minha prova cega e diverti-me imenso lá, foi uma experiência diferente, fora de série mesmo. Porque nunca tinha tido contacto direto com os mentores ou assim num palco desta dimensão, acho que toda a dinâmica de guarda-roupa, maquilhagem, ensaios, vocal coaches, troca e vai para o palco outra vez, toda essa dinâmica é muito divertida.”

A concorrente também já compôs algumas canções mas, por enquanto, está quase tudo guardado enquanto amadurece o seu talento — e o “The Voice” também tem sido muito importante nesse sentido.

“Uma das grandes vantagens do ‘The Voice’ é a visibilidade, porque é um programa transmitido em todo o País e que imensa gente vê. Mas também pela experiência em si, porque lá, com os vocal coaches e com os mentores, aprendemos imensa coisa. É sempre uma vantagem para continuar depois a carreira. É claro que vai haver reações positivas e negativas, mas isso é uma questão de sabermos lidar e pormos de parte algumas coisas, de modo a que não influencie o nosso trabalho.”

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