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“Andor”: a nova série do universo “Star Wars” é a mais diferente de sempre

A história foca-se em Cassian Andor, o herói interpretado por Diego Luna. Conta com 12 episódios.
Diego Luna volta a ser Cassian Andor.

Quando a Disney comprou a Lucasfilm em 2012, iniciaram-se os planos para expandir a multimilionária adorada saga de “Star Wars”. O primeiro passo nesse sentido aconteceu com “Rogue One”, o primeiro filme que não pertencia a uma das trilogias. Acompanhava um grupo de rebeldes, uma história complementar à da narrativa principal dos Skywalker. 

É precisamente a uma das personagens mais importantes de “Rogue One”, Cassian Andor (Diego Luna), a que regressamos agora com “Andor”. Trata-se da nova série da galáxia muito, muito distante. Estreia esta quarta-feira, 21 de setembro, na plataforma de streaming Disney+ — os primeiros três episódios já podem ser vistos.

Esta é uma prequela. Ou seja, centra-se na história de Cassian Andor antes dos acontecimentos de “Rogue One”. Numa altura em que o Império exerce o seu poder de forma autoritária, a vida não é fácil e Andor é um dos vários meliantes — na verdade, é um ladrão profissional — que recorrem ao crime para sobreviver. Além disso, também o faz para ajudar a mãe adotiva, Maarva (Fiona Shaw), numa situação frágil de saúde. Outro dos seus principais objetivos é encontrar a irmã, de quem se separou há três anos.

Certo dia, mete-se em mais sarilhos do que o costume e acaba recrutado por Luthen (Stellan Skarsgård) graças às suas habilidades de ladrão. Luthen está a preparar um grupo de resistência que possa fomentar a rebelião na galáxia.

De acordo com a crítica especializada, “Andor” tem um tom distinto do habitual. O principal motivo será o facto de ser um projeto de Tony Gilroy, o cineasta que criou “Identidade Desconhecida” e os filmes que se seguiram na célebre saga de Jason Bourne, e que até aqui nunca tinha trabalhado em televisão.

A sua linguagem de thriller, com sequências tensas e recheadas de suspense, é aplicada no universo de “Star Wars” talvez como nunca antes. O tom casa na perfeição com a banda sonora de Nicholas Britell, o compositor que se notabilizou sobretudo por “Succession”.

Apesar de obviamente também não faltarem referências obrigatórias neste imaginário de ficção científica e fantasia — como um novo adorável andróide, de nome B2EMO — “Andor” está a ser descrita como uma série muito mais terra a terra. No sentido em que as vidas comuns dos habitantes destes planetas são melhor retratadas. Vemos personagens a comer, a ir às compras, a tomar banho ou até a ter relações sexuais. Um quotidiano que nunca teve grande expressão nesta saga mais focada no épico e nos acontecimentos megalómanos.

A pior parte, também de acordo com a imprensa especializada, é a estrutura do enredo — e aí talvez se note a inexperiência de Tony Gilroy em escrever guiões para televisão. Nem todos os episódios têm uma pequena conclusão em si mesmo, como ditam as boas regras, e talvez por isso mesmo a Disney+ tenha apostado na estreia em simultâneo dos três primeiros capítulos, o que não é comum. No total, a primeira temporada de “Andor” conta com 12 episódios — mas já está confirmada uma segunda temporada com a mesma duração.

O elenco inclui ainda nomes como Genevieve O’Reilly, Adria Arjona, Alastair Mackenzie, Anton Valensi, Alex Ferns, Wilf Scolding ou Lee Boardman, entre outros.

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