Televisão

Aos 48 anos, Kate Winslet sente-se mais “poderosa e sexy” do que nunca

A estrela de "The Regime", que estreia a 3 de março, recusa ter fotos retocadas em campanhas e cartazes de filmes ou séries.
Aceita as rugas com orgulho.

“Quero dizer a todas as mulheres que ‘o glamoroso look de Hollywood’ é um mito. As celebridades que vemos nas passadeiras vermelhas passaram horas a preparar o cabelo e a maquilhagem para aquele momento”. Kate Winslet é uma das vozes que tenta desconstruir os estereótipos associados à beleza feminina. Não têm de estar sempre bonitas, não têm de ser sérias e tampouco têm de fazer de tudo para esconder as rugas. Esta é uma das filosofias que a mesma segue no seu dia a dia, como contou à revista “E!”.

Kate construiu uma carreira invejável, tendo participado em alguns dos maiores êxitos do cinema, como “Titanic“. Nos últimos anos, tem apostado na televisão (basta olharmos para “Mare of Easttown”). Agora, é a protagonista de “The Regime“, que estreia neste domingo, 3 de março, na HBO Max.

“Após passar algum tempo em reclusão, a chanceler Elena Venham (Winslet) começa a duvidar de tudo o que a rodeia e entra em paranoia. À medida que a sua perceção se afasta da realidade, o soldado Herbert Zubak (Matthias Schoenaerts) acaba por se tornar no seu improvável confidente. Enquanto a influência de Zubak sobre a líder aumenta, as tentativas de Elena em expandir o seu poder acabam por dar azo à rotura do palácio e do país à sua volta”, lê-se na sinopse.

É um papel que, na sua opinião, é “absurdo”, algo que a mesma procura atualmente na sua carreira. A política é hipocondríaca, tem agorafobia, “inventa muitos dos factos que diz” e mantém o cadáver do pai num quarto (e fala com ele regularmente como se estivesse vivo).

“Nós, mulheres, também temos direito a aceitar papéis mais loucos sem sermos vistas como sendo menos profissionais por causa disso”, diz à mesma publicação. Outra coisa que Kate acha ridículo é o facto de muitas pessoas acreditarem “que a vida das atrizes e mulheres em geral acaba após os 40 anos”.

Tinha apenas 22 anos quando todo o mundo passou a conhecer o seu nome, depois de ter protagonizado “Titanic” ao lado de Leonardo DiCaprio. Volvidos mais de 25 anos sobre a estreia do fenómeno, continua a ser uma das estrelas mais cotadas de Hollywood, comprovando que, com 48 anos, mantém uma carreira singular — e não vai a lado nenhum.

 

“Acho que as mulheres chegam aos 40 anos e pensam que é o início do declínio. Eu decidi que com a idade tornamo-nos ainda mais poderosas e sexy. Passamos a saber quem somos e temos de usar isso para falarmos sobre aquilo que nos vai na cabeça sem medo do que os outros possam pensar. E também não temos de nos preocupar com a forma como nos apresentamos ao mundo”, comentou no programa “Woman’s Hour”, da BBC.

Winslet, que é casada com Edward Abel Smith desde 2012, aplica esta filosofia em muitos dos papéis que escolhe. Em “Mare of Easttown”, que lhe rendeu nomeações a muitos prémios, como os Emmy, surge com um rosto sem maquilhagem, roupa normal e nada luxuosa. Quando sorri, veem-se linhas e rugas no seu rosto. E não há problema nenhum. “Envelhecer é uma coisa linda. Quero que todas as mulheres se sintam poderosas à medida que crescem. A vida é curta demais para nos estarmos a preocupar”, realça.

Injetar botox no rosto ou submeter-se a outro procedimento estético não está nos seus planos. “A beleza vem de dentro, e destaca-se ainda mais quando evitamos a autocrítica constante. Este é um dos meus conselhos para a vida”, sublinha.

Nos últimos anos, tem reparado em muitas alterações na sua pele. Já tem marcas da idade no pescoço e nas mãos, como admitiu em declarações à “People”. “Para não me sentir mal com isso, levo tudo na boa e lembro-me de que isto é normal”, reforça.

Kate repara nas mudanças, e quer que o público também as veja. É por isso que os contratos que assinou com a L’Oréal e com a Lâncome, marcas de cosméticos com as quais colabora frequentemente, têm uma cláusula que impede que as suas fotos de campanha sejam retocadas.

“Só posso falar por mim, e só posso fazer coisas que considero importantes. Mas, com isto, espero conseguir inspirar outras pessoas a aceitarem-se. É essencial e também é uma mensagem que quero passar à nova geração de mulheres”, contou ao “The Independent”.

Não alterar a sua imagem em fotografias é algo que segue, pelo menos, desde 2009, tal como contou à “Harper’s Bazaar” naquela altura. “‘Vocês puseram filtros na minha testa e as minhas rugas desapareceram. Podem mudar?'”, perguntou a um estúdio quando viu o cartaz de um dos seus filmes (não especifica qual foi). E acrescenta: “Prefiro que digam que pareço velha que artificial”.

Carregue na galeria para conhecer as séries (e regressos) que chegam em março às plataformas de streaming e à televisão.  

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