Televisão

“BB”: Adoro o Jorge Guerreiro e preciso de um podcast com ele a dizer palavras soltas

O humorista e cronista Miguel Lambertini analisa a mais recente gala do reality show da TVI.
Jorge Guerreiro é um dos concorrentes.

Ao fim de apenas duas semanas tivemos a primeira desistência no “Big Brother Famosos”. Laura explicou no confessionário que não aguentou as saudades da família e que precisa do seu espaço. Eu percebo: só a barriga do Jardel ocupa metade da casa, mais os egos do Bruno de Carvalho e do Leandro, restava pouco espaço livre.

A Pipoca e o Flávio deram o habitual puxão de orelhas à concorrente por esta estar a desperdiçar uma oportunidade que muitos gostariam de ter. Hummm, será? Acho que ao dia de hoje já percebemos que não é bem assim. Talvez muitos tenham sido contactados para participar, mas no final já vimos quais é que realmente aceitaram.

E, mesmo supondo que havia muita gente que gostaria de entrar no “BB Famosos”, qual é o problema de desistir passadas duas semanas? É só um programa de televisão, calma. Não é que a Laura esteja a desistir de um papel de protagonista no novo filme do Tarantino ou, ainda melhor, de um fantástico fim de semana com tudo pago no Ibis da Quarteira.

Por falar em filmes, este domingo assistimos a mais alguns blockbusters do “BB Play”, a começar por um thriller psicológico com o título “As Três Ameaças”. Os protagonistas Bruno de Carvalho e Leandro enfrentaram-se durante um jantar a meia luz, que remetia muito para o ambiente dos restaurantes ítalo-americanos do filme “O Padrinho”.

A única diferença é que no final deste jantar não houve miolos espalhados na parede, o que até teria sido um melhoramento, tendo em conta a decoração da sala. “Olhos nos olhos: não gosto de ti, pra mim és um rato”, atira Leandro à cara de Bruno de Carvalho, que se limita a responder “Oooooooh”. Para o Bruno, que ia beber copos com o Mustafá da Juve Leo, ter o Leandro a fazer-lhe ameaças deve ser tão assustador como abrir o armário e dar de caras com os sapatinhos à toureiro que o Flávio apresentava nesta gala. Arrepiam, é certo, mas não são propriamente uma ameaça. 

O segundo filme da noite chamava-se “E Tudo o Nuno Espantou” — Nuno Homem de Sá foi bastante comentado pelos colegas da casa e acusado de ser inconveniente por Jaciara. De resto, inconveniente é a palavra mais simpática que a concorrente proferiu sobre o ator, já que depois parece ter-lhe tomado o gosto e foi por aí fora. “É o homem mais mentiroso e hipócrita que conheço, eu odeio ele, é uma pessoa intragável.”

Eh lecas, de onde é que saiu isso tudo? Jaciara parece ser ligeiramente dramática e aquilo que, ao início, parecia ser um possível romance, rapidamente se transformou num episódio do “Casados à Primeira Vista”. Daqueles em que os especialistas escolhem “o par perfeito”. 

A curva da vida desta semana foi do Jorge Guerreiro, o homem que tem uma voz de rádio melhor que a do Álvaro Costa. Adoro o Jorge e preciso de um podcast só com ele a falar durante uma hora. Pode ser sobre qualquer temática, até pode ser o Jorge só a dizer palavras soltas. Acho que ia ser um complemento perfeito à minha meditação.

Só não podia cantar, porque aquela música de alugar um quarto entranha-se no cérebro da pessoa. Ainda ontem saí de casa para comprar pão e a minha mulher foi dar comigo passadas três horas a trautear aquilo e a olhar fixado para a montra da Century 21.

Enquanto conhecíamos os altos e baixos da vida do cantor, na plateia, a sua mãe, D. Amélia, assistia emocionada mas sempre amparada pela Romana, que é uma querida e está com ótimo aspeto porque os anos não passam por ela. 

O último filme que exibiram chamava-se “Até a Barraca Abana”. No trailer vimos Jardel apelidar Liliana de falsa e Leandro a comentar com os colegas que ela gosta de mulheres. Já na sala, a cantora confronta Jardel com as suas declarações e põe o Leandro no seu lugar: “Eu gosto de mulheres sim, e se me apetecer gostar do Bruno e dar-lhe um beijo na boca vou dar-lhe!” A Liliana esteve bem ao marcar a sua posição, mas a meu ver fê-lo com demasiadas palavras, porque para o Leandro basta uma onomatopeia: “oooooooh”.

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