O icónico Max Cady, o personagem imortalizada por Robert Mitchum e Robert de Niro, vai ser assumido por Javier Bardem na nova adaptação de “Cape Fear”, que chega esta sexta-feira, 5 de junho, à AppleTV+. A série conta com outros nomes de peso, como Amy Adams e Patrick Wilson.
A nova adaptação do clássico thriller psicológico junta dois dos maiores nomes de Hollywood nos bastidores: Martin Scorsese, responsável pela realização do filme de 1991, e Steven Spielberg, que assumem funções de produtores executivos, enquanto Nick Antosca, criador de “The Act”, lidera o projeto como showrunner.
A série acompanha Anna (Adams) e Tom Bowden (Wilson), um casal de advogados cuja vida aparentemente perfeita começa a desmoronar-se quando Max Cady é libertado da prisão após cumprir uma pena de quase 20 anos.
Convencido de que foi injustiçado pelos seus dois advogados, o ex-recluso inicia uma campanha de perseguição e manipulação psicológica que coloca toda a família em perigo. À medida que o medo se instala, os Bowden são obrigados a confrontar decisões do passado e segredos que preferiam manter enterrados.
A primeira temporada da nova série terá 10 episódios, com os dois primeiros a estrearem esta sexta-feira e os restantes a chegarem semanalmente à plataforma.
A história teve origem no romance “The Executioners”, publicado em 1957, pelo escritor John D. MacDonald. A primeira adaptação cinematográfica chegou em 1962, realizada por J. Lee Thompson e protagonizada por Gregory Peck e Robert Mitchum.
Décadas mais tarde, ganhou uma nova versão de grande sucesso com o filme de 1991 realizado por Martin Scorsese e protagonizado por De Niro, que ajudou a consolidar “Cape Fear” como um dos thrillers mais influentes do cinema moderno.
Na nova série, Bardem disse à revista “Esquire” que o objetivo é explorar a história de Cady, de forma a dar a entender todas as suas motivações.
“Queremos criar uma história de fundo mais específica, onde compreendêssemos a sua origem e o que perdeu”, frisou Bardem. “Algo que nos pudéssemos identificar com a sua dor, porque, caso contrário, ele seria apenas uma figura disruptiva. Deveria ser mais do que isso, deveria ser alguém que não conseguíssemos definir, mesmo sabendo quem é.”
O humor característico da personagem também vai voltar a estar presente. “Trata-se de uma pessoa que sobreviveu décadas na prisão. Antes disso, geria um restaurante. Portanto, ele possui competências sociais, e esta é uma forma de sobreviver”, apontou o ator de 57 anos.
A obra tem dividido os críticos que, por um lado, elogiam o desempenho dos atores principais, mas que, por outro, referem que a reinterpretação de um clássico é “desnecessária.”
Segundo o “The Guardian”, a obra é “visualmente forte, intensa e eficaz como thriller moderno”, atualizando a história com temas contemporâneos como as redes sociais, a manipulação mediática e a cultura de true crime. Já o “The Daily Beast” considera-a desnecessariamente longa e por vezes exagerada, com demasiados subenredos e algumas decisões narrativas pouco credíveis.
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