Televisão

Caras novas, chefs virtuais e lágrimas: todas as novidades de “MasterChef Austrália”

A 13.ª temporada arrancou a 22 de setembro, e a NiT conta-lhe tudo o que pode esperar nos novos episódios.
Mel, Jock e Andy estão de volta

A última temporada de “MasterChef Austrália” trouxe duas novidades: a primeira era o formato Back to Win, que trocou novos por velhos concorrentes, que voltavam para tentarem vencer novamente o título; a segunda, mais imprevista, foi a visão de um programa duramente impactado pela pandemia. Se a nova temporada opta por regressar ao velho formato, mantém-se ainda presa por causa das restrições pandémicas.

Ainda assim, a chegada da 13.ª temporada a Portugal e à “SIC Mulher” é motivo para celebrar — sem spoilers, pois claro, já que a versão original celebrou a grande final em julho. Esqueça as caras conhecidas, o elenco é praticamente todo novo, à exceção dos jurados Mel, Andy e Jock, que regressam para fazer esquecer George, Gary e Matt.

Apesar das mudanças de temporada para temporada, há um motivo pelo qual a fórmula é quase sempre a mesma: funciona. Não somos nós que o dizemos. “Há uma razão pela qual o MasterChef é feito em 62 países e também pela qual a versão australiana é vista em mais de 120 países”, refere o produtor-executivo Marty Benson ao “The Sydney Morning Herald”. “É precisamente porque o formato é muito forte.”

Só com caras novas no grupo de concorrentes, existem inevitavelmente algumas histórias que se repetem, outras nem por isso. É o caso, por exemplo, de Minoli que, aos 34 anos, enfrenta o concurso com esperança renovada, depois de ter combatido e vencido um cancro da mama que lhe roubou o paladar. Aos poucos, foi readquirindo o gosto pela comida e hoje aposta nos pratos do Sri Lanka e na sua tradição familiar para vencer a competição.

Não falta também o engraçadinho de serviço, Conor, um jovem de 27 anos que tem um sonho a cumprir depois de vencer o concurso: abrir uma loja de sanduíches em honra da mãe. O nome? “Senta-te Dora.” E o espaço terá uma pequena surpresa, um bar escondido em honra do pai e batizado com um simples “Cala-te Mike.”

A parada de concorrentes prossegue com a mãe de família Kishwar, que despertou um festival de lágrimas com o seu primeiro prato; e a novata desta fornada, Yoyo, uma jovem de apenas 19 anos, estudante de medicina, tocadora de seis instrumentos e uma craque na cozinha.

O cenário na cozinha do MasterChef será, contudo, muito diferente do habitual. O surgimento da pandemia a meio da competição na 12.ª temporada obrigou a uma reformulação do concurso. “Foi tudo cancelado, não podíamos ter gente de fora no estúdio. Todos os desafios fora do local foram cancelados. Tornou-se muito monótono cozinhar apenas na cozinha do Masterchef”, explicou em janeiro à NiT Emelia Jackson, vencedora dessa mesma edição.

Já com tempo para preparar a nova temporada, a produção conseguiu reimaginar o concurso e as alterações fizeram-se sentir logo na fase do casting. Ao contrário do que acontecia, as eliminatórias preliminares deixaram de ser feitas através de um casting por todo o país e passaram a ser feitas online. Desse lote, apenas 100 foram chamados até Melbourne, sede do programa, para apresentarem o seu prato. E tiveram que fazer a viagem a sós, sem a companhia da família ou amigos.

Os finalistas escolhidos encontraram uma cozinha diferente da de outras edições. As bancadas estão agora mais afastadas umas das outras, com o júri a ficar necessariamente também mais afastado. Nos bastidores, a equipa foi reduzida de 20 para sete pessoas.

O que se mantém intacto é o número de câmaras que perseguem todos os concorrentes. “Precisamos delas, porque se não apanhamos alguém a queimar as cebolas, não podemos contar a história”, revela o produtor-executivo.

No que toca à competição, os serviços fora do estúdio continuam a estar ausentes, dada a dificuldade de implementar um sistema de segurança e higiene capaz de comportar uma multidão em espaços públicos com as regras mais apertadas da Covid-19.

E a pandemia trouxe também outro inconveniente: as dificuldades nas viagens transatlânticas torna mais difícil a presença física dos chefs internacionais. Ainda assim, a produção decidiu avançar novamente com a Semana das Estrelas, que contará com a presença de Nigella Lawson, Heston Blumenthal ou Yotam Ottolenghi. A presença não será física, mas através de ecrãs de corpo inteiro que irão simular a presença dos chefs na cozinha.

Há ainda um pequeno detalhe que pode ter passado despercebido, mas que é revelador do impacto que a pandemia teve no MasterChef. Lembra-se de como Gary, Matt e George atacavam os pratos mais deliciosos em conjunto, cada um com a sua colher na mão? Esses tempos já lá vão.

Hoje, por imposição da produção, cada pratos deve ser dividido em porções e comido pelos jurados individualmente, “sem qualquer partilha de pratos ou talheres”.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT