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“Casados à Primeira Vista”: João e Luís cortaram relações, mas Ruth é que tem razão

O humorista e cronista Miguel Lambertini analisa o episódio deste domingo do programa da SIC.
João e Luís desentenderam-se.

Como dizem os chavalos modernos, como o João, esta semana houve bife. O reformado e o treinador de futebol cortaram relações — e tudo devido a uma grave traição. Ao ver a unha preta que o João apresentava no domingo, ainda pensei que o Luís o tivesse entalado na porta ou algo do género. Mas, afinal não, o foco da discórdia foi mesmo a Dulce. 

A mulher do João teve o desplante de convidar Luís para tomar café quando este, aparentemente, já tinha combinado ir à Rua Rosa com o João. Não se faz, até porque como este não se cansa de dizer, “há coisas fantásticas na Rua Rosa”. Não sei o que é que de tão formidável o João acha que existe na Rua Rosa, mas suspeito que o melhor de tudo é o facto de a Dulce não andar por lá.

“Pá, não te conheço”, atira João quando Luís tenta cumprimentá-lo durante o jantar, deixando-o de mão estendida, ao estilo Manuel Maria Carrilho no debate com o Professor Carmona Rodrigues. Luís diz que ficou muito surpreendido com esta atitude e os especialistas na salinha da espionagem comentam que “o ambiente está de cortar à faca”. E está mesmo.

De um lado, Doina a atacar Dulce e a acusá-la de tratar o marido abaixo de cão. Do outro, João a mandar indiretas ao Luís: “Já fui traído e é a pior coisa que se pode fazer a alguém nesta vida”. Os restantes membros do grupo percebem que havia ali qualquer coisa e tal como aqueles miúdos na escola que filmam os colegas a lutar em vez de os separarem, puxaram pelo João: “desembucha, deita cá para fora!”

João respondeu ao apelo: “Deixei coisas por fazer para estar com ele e ir para a night com ele”. É grave, o João provavelmente desmarcou uma reunião com o primeiro-ministro, um telefonema com o Zelensky e duas radiografias, e o Luís preferiu ir lá abaixo beber café com a Dulce, em vez de ir com ele para a “night”. Pode parecer um pouco caduco mas chavalo que é chavalo utiliza expressões como “ir para a night” porque isso é “bué tótil”. 

Quando não está a usar expressões que o José Figueiras usava no “Muita Lôco”, João faz acusações. “Tens um marido muito fraquinho, vale zero!”, diz. “O meu marido é um anjo, é uma pessoa muito boa e fez tudo com boa intenção”, responde Cristina no seguimento das palavras de João. Os casais mais jovens não contêm o riso e divertem-se com o confronto dos sexagenários.

“Vocês todos deviam fazer sexo”, apela Ruth aos restantes casais que estão à mesa e os especialistas dão razão à modelo. Luís não quer deixar João sem resposta e responde ao reformado. “Tu mostraste o que és, e a mim não me voltas a enganar”, atira, ao mesmo tempo que aponta o famoso dedo em riste.

Aquele dedinho do Luís tem mesmo vida própria: o homem não o consegue controlar. Quem também parece não conseguir controlar outras partes do corpo é o Bruno. Quando chega à mesa a caixinha com o jogo do “Eu Nunca”, uma das frases a que os participantes têm de reagir é “eu nunca tive intimidade com o meu marido”. 

Bruno não se faz rogado e põe logo três corações no peito. “Se vocês não têm intimidade com as vossas mulheres é problema vosso, eu tenho e não me importo de assumir.” É assim mesmo, Bruno, a solução passa por ter menos dedos a apontar para a cara e mais dedos a apontar para… o coração. Se todos fizessem como vocês, o mundo estaria certamente mais feliz. 

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