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Colin Farrell é um detetive preso numa Los Angeles sombria na nova série da Apple

"Sugar" tem oito episódios e é um mistério criminal que conta com a realização de Fernando Meirelles.
Vai ter oito episódios.

Em 1946 o crítico francês Nino Frank criou um termo que, quase 80 anos depois, continua a ser usado diariamente em Hollywood e entre os cinéfilos: film noir. Tramas criminais densas, ambientes soturnos e um enredo misterioso é tudo o que esperamos deles. E o ambiente é agora também transportado para o mundo das séries, mais concretamente “Sugar”, a nova produção com Colin Farrel que estreia na Apple TV+ a 5 de abril.

No centro da história está John Sugar, um enigmático detetive privado que lida com os seus próprios demónios enquanto investiga o desaparecimento da neta de um grande produtor de cinema. Se é fã do ator de 47 anos, esta é a oportunidade ideal para o ver antes da estreia de “Penguin”, que deverá chegar à HBO Max ainda este ano. Estes projetos, contudo, são completamente diferentes. Em “Sugar”, Colin Farrel não interpreta um vilão, mas sim o herói da história.

No entanto, não é fácil gostarmos do protagonista. Trata-se de um homem bastante complexo e que nem sempre toma as melhores decisões. “A personagem dele é bastante frustrante, mas trabalhar com o Colin foi fantástico”, conta Kirby Howell-Baptiste à “ComicBookRoom”. Na série, a atriz encarna Ruby que é, essencialmente, a parceria de John na luta contra o crime.

“Na maioria das minhas cenas estou sozinha ou ao lado do Colin, o que significa que passámos muito tempo juntos no set. Os dias de gravações costumam ser longos e estávamos sempre a falar um com o outro. Acho que ter uma boa relação fora do ecrã também se reflete na química que depois temos nos episódios”, acrescenta. “Mas também há muitos momentos de tensão entre as nossas personagens.”

A atriz de 37 anos não poupa nos elogios ao colega e acredita que o papel foi mesmo criado para ele. “Ninguém conseguiria fazer o trabalho que ele fez. Ele trouxe muita inteligência e charme à personagem.”

Segundo Kirby, os espectadores vão-se apaixonar mais facilmente por Ruby do que por John. Afinal, esta é uma mulher “que diz as coisas como elas são” e isso é algo que sempre cativa o público. “Vamos criar um grande laço com ela porque tem muito poder e autoridade, mas mesmo assim é muito vulnerável e sensível”, descreve.

A narrativa desenrola-se principalmente em Los Angeles. Ao longo dos capítulos, descreve-se o glamour da cidade, mas também o lado mais feio e perigoso que muitas vezes é ignorado.

“Há uma ideia muito errada de LA. Quem vive fora daqui pensa que há sempre movimento e felicidade e isso não é verdade. À noite estamos todos a dormir, com exceção, claro, daqueles que gostam de ir às discotecas e dos criminosos”, conta Colin à “Entertainment Weekly”.

O facto desta localização ser tão proeminente na série foi uma das razões pelas quais decidiu ficar com o papel. Com uma carreira que já dura há mais de duas décadas, o ator está “saturado” de ter de estar sempre a viajar para outros estados e países. “Poder estar em Los Angeles durante seis meses foi fantástico. Pude dormir sempre em casa e isso é algo que raramente acontece atualmente”, lamenta.

John Sugar entra naquela cidade sem a conhecer previamente, um detalhe que foi incentivado pela realidade de Fernando Meirelles, o realizador da série que no passado criou obras de renome como “Cidade de Deus” e “The Two Popes”. “Ele chegou a Los Angeles com uma enorme curiosidade e sem preconceitos. Achou que era tudo muito confuso. Eu vivo aqui há 20 anos e continuo a achar o mesmo, mas já me habituei”, brinca.

O ator afirma ainda que não faria sentido que a história decorresse em qualquer outro lugar. Afinal, aquela região “é a mais fascinante do mundo em diferentes aspetos” e “é muito caleidoscópica”, ou seja, muda constantemente. As primeiras avaliações à série já foram disponibilizadas no agregador Rotten Tomatoes. Atualmente, conta com uma nota de 83 por cento. 

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