Televisão

Cozinhar para Ljubomir é como “impressionar” o irmão mais velho, diz Diogo Amaral

O concorrente do "Hell's Kitchen: Famosos" falou com a NiT sobre a experiência no programa e a sua evolução na cozinha.
Diogo Amaral é o primeiro finalista do "Hell's Kitchen"

“Nunca tive muito talento para a cozinha, mas também nunca tinha tentado”, explica à NiT Diogo Amaral, referindo-se ao convite para participar no “Hell’s Kitchen: Famosos”. “Fiquei surpreendido por pensarem que poderia ter algum jeito para isto”, confessou. Apesar da sinceridade, o concorrente foi um dos primeiros a carimbar a passagem para a final do reality-show português, no passado domingo, 3 de dezembro.

Mesmo não tendo uma forte ligação à  arte da culinária, o convite para participar no programa de televisão era “irrecusável”. O ator ficou convencido com a possibilidade de poder trabalhar com o chef Ljubomir Stanisic. “Não gosta que lhe chamem chef”, corrige. “Prefere que o tratem por cozinheiro.”

Antes do programa, Diogo já tinha uma relação de amizade com o bósnio, por quem nutre “uma grande admiração”. A oportunidade era imperdível. “Podermos fazer alguma coisa juntos seria ótimo e divertido”, diz.

No entanto, a experiência do ator com os tachos era pouca (praticamente nenhuma, na verdade). Replicar uma receita era algo que considerava “pouco dinâmico e interessante”. Com o desafio a curiosidade de Diogo relativamente à cozinha ficou aguçada. “A partir de certa altura, comecei a revoltar-me um bocado durante as gravações”, recordou, referindo-se à falta de conhecimentos. “Comecei a vir para casa estudar para estar mais preparado e não ser surpreendido”, revelou, acrescentando que tem cada vez mais entusiasmo e gosto em melhorar.

“Dá-me muito gozo fazer pratos para a Jéssica [Athayde] e para os meus filhos”, disse, descrevendo que, quando precisa de ajuda, uma rápida chamada para Ljubomir é a melhor forma para resolver as dúvidas.

Questionámos o ator se o chef é uma pessoa diferente longe das câmaras, uma vez que, na televisão, ele adota uma postura (bastante) exigente e, por vezes, ríspida. Diogo refere que este é “mal interpretado”.

“Muitas pessoas consideram-no duro, mas isso tem a ver com um respeito extremo pelo seu ofício”, explicou. “Aquilo que ele faz é uma arte. Tem uma paixão tão grande pela cozinha, que se transcreve num nível de exigência elevado. Ele quer sempre tirar o melhor de ti”.

A vontade do bósnio tem sido refletida perfeitamente na evolução do ator ao longo do programa. Contudo, Diogo diz-nos que sabia que o chef ia puxar mais por ele. “Ser amigo do Ljubomir não ia ser um benefício no jogo”, afirma. “Até pensei que a nossa relação fosse um obstáculo, porque íamos bater mais de frente. Iria existir um nível de exigência maior devido.”

O prato que ajudou o concorrente a chegar à final foi um pica-pau servido com um pão especial e dois molhos diferentes e muita qualidade. A vitória neste desafio deu-lhe a imunidade, por isso, é o primeiro finalista do “Hell’s Kitchen: Famosos”.

“O desafio era criar coisa para “picar”, um petisco. Quando fui confirmar o que havia na cozinha, deparei-me com corações de galinha. Era algo que não costumava haver lá e já sábio que o Ljubomir também gosta”, recorda. “Decidi fazer um pica-pau diferente, com uma inspiração na cozinha asiática. Correu muitíssimo bem. Ele adorou. Até me surpreendeu a mim”.

Este foi um momento que deixou Diogo visivelmente emocionado, durante o episódio. “Foi um momento que me deu muito gozo. Foi quase como tentar impressionar um irmão mais velho”, confessou. “Acho que a expectativa dele relativamente a mim era muito baixa, por isso, foi um orgulho enorme”.

O ator que dá vida a Lourenço Paulino dos Jesus Quisto em “Pôr do Sol” tem protagonizado alguns dos melhores e mais hilariantes momentos de “Hell’s Kitchen: Famosos”, um deles foi quando apresentou ao bósnio aquilo que intitulou de “o prato mais ridículo de sempre”. O concorrente apresentou um Crepe Suzette, propositadamente mal feito. Estava tão ridículo que o chef foi às lágrimas de tanto rir. Contudo, antes de provar o cozinhado, Diogo foi buscar o que tinha preparado de forma correta.

“Nesse dia, falei com a produção e disse que queria fazer uma surpresa ao Ljubomir. Só tinha um medo: ser expulso sem que ele tivesse oportunidade de experimentar o crepe verdadeiro” revela. “O meu plano, caso ele me começasse a insultar, era começar a chorar, fingir que estava ofendido e depois ir buscar o prato bom”, revela.

A chegada à final foi uma surpresa para o ator, afirmando que só isso já foi uma vitória. “Especialmente porque tenho uma admiração enorme pelos outros concorrentes”, explicou. “Sobretudo pela Ana Marta Ferreira, Luísa Villar e o Luís Lourenço que já trabalharam na restauração e são incríveis”.

Agora que a experiência está a terminar e descobriu um novo talento e interesse, questionamos o ator se estaria disponível para criar um negócio ligado com a restauração. A resposta é um não.

“Tenho muito respeito por estas pessoas e por aquilo que fazem”, diz, acrescentando que, no entanto, estará disponível “para visitar todos os restaurantes”. “Tenho um enorme talento para comer. Sou excelente nisso”, concluiu.

Carregue na galeria para conhecer as séries que chegaram à televisão e às plataformas de streaming em dezembro.

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