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Criador da série de Jeffrey Dahmer contactou famílias das vítimas. “Ninguém respondeu”

A série tem sido alvo de pesadas críticas por parte dos familiares dos homens mortos pelo serial killer.

Assim que a série chegou à Netflix, a 21 de setembro, os familiares das vítimas de Dahmer atiraram as primeiras críticas. Seria uma experiência “retraumatizante”, afirmavam. “A família não está nada satisfeita”, asseguravam nas redes sociais.

Com mais ou menos críticas, a verdade é que “Dahmer – Monstro: A História de Jeffrey Dahmer” se tornou num sucesso e ocupou o lugar cimeiro da tabela dos mais vistos durante várias semanas.

Agora, o criador da série, Ryan Murphy, decidiu finalmente falar. Durante um evento relacionado com a série, que teve lugar esta quinta-feira, 27 de outubro, em Los Angeles, o produtor, realizador e argumentista explicou que a história de Dahmer foi algo que pesquisou e investigou “durante muito tempo”.

“Ao longo de três anos e meio em que estivemos a investigar, a trabalhar no projeto, a escrever, tentamos contactar cerca de 20 familiares das vítimas, amigos ou conhecidos que nos pudessem ajudar. Queríamos falar com as pessoas. E nem uma única nos deu qualquer resposta em todo o processo.”

Murphy acrescentou que, dessa forma, ficou dependente do “incrível grupo de investigadores” que trabalhavam no projeto. “Nem eu sei bem como é que eles encontraram todos estes detalhes. Foi um esforço enorme, trabalhar dia e noite, para tentarmos encontrar e desvendar a verdade destas pessoas”, afirmou.

A justificação surge poucos dias depois de o próprio pai de Dahmer ter ameaçado processar a Netflix “por glamorizar os assassinatos do filho”, ao mesmo tempo que acusa os criadores de nunca o terem contactado. Através de um porta-voz, soube-se que Lionel Dahmer, 86, terá sofrido um colapso nervoso depois de vários fãs do filho terem surgido de surpresa na sua casa. Nas cogitações está um potencial processo judicial e consequente pedido de indemnização.

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