Televisão

Criadores de “House of the Dragon” explicam o salto temporal do último episódio

Entre um episódio e outro, dez anos passaram e muita coisa mudou. Mas há um bom motivo para isso.
Tudo mudou no último episódio

Já sabíamos que os protagonistas da prequela de “A Guerra dos Tronos” estavam a prazo e que, mais cedo ou mais tarde, dariam lugar a outros atores. Essa transição aconteceu finalmente ao sexto episódio de “House of the Dragon”, lançado esta segunda-feira, 26 de setembro, na HBO — e foi uma autêntica revolução.

A mudança foi de tal forma avassaladora que muitos espectadores falam até na sensação de se tratar de uma nova série completamente distinta. É que não foram apenas os protagonistas, Rhaenyra e Alicent, que mudaram. Dezenas de relações ganharam novas dinâmicas e outros tantos protagonistas caíram de pára-quedas nas nossas televisões.

Uma das maiores surpresas é o volte-face de Criston Cole, o protetor e amante de Rhaenyra que, agora, surge como inimigo e grande aliado da rainha, Alicent. “Foi a Alicent que o ajudou no seu pior momento e agora ele jurou-lhe a sua lealdade”, explica o ator Fabien Frankel.

Outra personagem em destaque é Larys Strong, outro aliado da rainha e que se mostra particularmente letal. Miguel Sapochnik, um dos criadores, descreve-o como “um dos vilões” da série. “Ele é uma das únicas pessoas que realmente ouvem Alicent e creio que sente que é o único que a compreende verdadeiramente”, nota o ator, Matthew Needham.

À conversa junta-se Ryan Condal, outro dos criadores da série. “Quando a Alicent diz que gostaria que o pai dela estivesse ali [na corte], o Larys simplesmente ouve: ‘Vai e mata o teu pai e o teu irmão, para que o Rei fique sem Mão e eu possa ter o meu pai de volta’.”

O plano pode ser ainda mais maquiavélico e uma forma de “prender Alicent”, explica uma das argumentistas. Para Sapochnik, o episódio seis é “o começo de uma mudança”, onde a história se passa a centrar nas crianças herdeiras do trono.

“Não é apenas Viserys, Daemon, Rhaenyra e Alicent. Há todo um novo grupo de miúdos, o Aemond e o Aegon, o Jace e o Luke. É multigeneracional.” Condal aponta na mesma direção. “Estas são as crianças que essencialmente vão lutar juntas na guerra que se avizinha. Há toda uma série de dramas por debate e resolver dentro destas famílias. E os problemas profundos de Viserys acabam por explodir no final da série.”

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