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Dance Harmony: quem são as jovens que estão a “mostrar a força feminina” no “Got Talent”

O grupo fundado pelas irmãs Ana e Francisca Marques passou este domingo, 31 de março, para as finais do programa da RTP1.
Estão nas finais novamente.

O grupo Dance Harmony vai participar no Dance World Club que decorrerá este ano em Praga. Antes disso, contudo, pretende vencer finalmente o “Got Talent Portugal”, algo que não conseguiram alcançar quando competiram pela primeira vez em 2021. De certa forma, ambos os eventos estão ligados.

“Ganhar o programa seria uma grande ajuda nas despesas porque são muito elevadas. Infelizmente, a dança não tem federação nem um estatuto que nos ajude a ter algum tipo de verba. Competimos através dos nossos próprios recursos”, conta Ana Marques, a fundadora, à NiT.

Apesar de não ter apoios exteriores, o grupo de dança conta, felizmente, com a ajuda da Câmara Municipal de Póvoa de Varzim e organiza muitos eventos na cidade. “Temos uma comunidade bastante grande de pais e alunos que se envolvem em tudo o que fazemos”, acrescenta.

As Dance Harmony são fruto da AM Dance Studio, uma escola que foi fundada em 2019 por Ana, de 37 anos e por Francisca, de 25, onde se aprendem diferentes modalidades, como o ballet clássico, contemporâneo, afrodance, jazz, comercial e hip hop.

A irmã mais velha já tinha muita experiência neste ramo, já que dava aulas desde os 17. “Os alunos cresceram e ficaram comigo até conseguirmos ter este projeto que nos deu outra estabilidade.”

Para o programa da RTP1, tiveram de escolher um nome diferente àquele que usaram em 2021. Na primeira vez que estiveram no concurso também chegaram às finais — ficaram no top 3 dos mais votados, mas mesmo assim não foi o suficiente. Esperam que agora consigam mudar e que se se consagrem finalmente como as vencedoras do “Got Talent”. “Não queremos morrer na praia novamente”, brinca.

Confessa que atuar na televisão lhes traz muita visibilidade, algo que é extremamente necessário quando se pratica uma arte que não é a mais popular em Portugal. Atualmente, a academia conta com mais de 150 alunos, mas apenas 51 foram escolhidos para a competição.

Ao contrário da primeira vez que apareceram na televisão, agora só têm raparigas no elenco, com idades que vão dos 7 aos 21 anos. “Queríamos ter uma imagem diferente e mostrar a força feminina”, reforça.

Até agora, o percurso das jovens tem sido bastante forte. Na audição receberam o botão dourado graças à coreografia ao som de temas de Tina Turner. Na apresentação deste domingo, 31 de março, apresentaram algo mais ligado à “área do showdance, mas também dentro do burlesco.”

Ana acredita que não receberam o botão dourado novamente porque houve uma discórdia entre os jurados. “Pela Inês, Filomena e Massena tínhamos recebido, mas o Manuel não estava a favor.”

 
 
 
 
 
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A pressão é alta. “Não podemos fazer algo que seja mais fraco do que o que fizemos na primeira vez. Termos recebido o botão logo nas audições mostra bem o trabalho que temos feito”, comenta a dançarina.

Para a última fase desta jornada, estão a preparar uma “atuação com grande impacto e digna de uma gala final, com uma canção muito distinta e um tema ainda mais forte”, descreve sem revelar grandes spoilers.

Durante esta semana vão estar a treinar arduamente antes de regressarem a Lisboa na sexta-feira, 5 de abril. “Naturalmente, este é um trabalho que já está a ser pensado e feito há algum tempo. Agora estamos a melhorá-lo.” 

Cada aluno está a treinar com a sua respetiva turma, mas a carga horária para as Dance Harmony foi intensificada, visto que estão de férias do ensino regular. “Nestas fases mais intensas antes das competições ensaiamos todos os dias, muitas vezes de manhã e à noite”, conclui.

Carregue na galeria e conheça algumas das novidades de abril.

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