Televisão

Frente a frente: HBO ou Netflix, qual é a melhor plataforma?

A rivalidade no mercado nunca foi tão grande. “A Guerra dos Tronos” pode ter um ótimo argumento, mas “Stranger Things” também.
"A Guerra dos Tronos" e "Stranger Things" são bons argumentos.

O mês passado ficou marcada pela chegada da HBO a Portugal. A nova plataforma de streaming a operar no mercado nacional foi lançada a 11 de fevereiro. É uma ótima notícia para o público. De modo geral, a concorrência favorece os consumidores e a HBO é uma das produtoras de séries mais conceituadas do mundo.

É a grande rival da Netflix neste momento — a plataforma de streaming que está disponível no País desde 2015. Logo, esta é a altura perfeita para fazermos um frente a frente entre os dois serviços e percebermos os prós e contras de cada um.

As séries

As séries são o grande foco tanto da HBO como da Netflix. Se quisermos resumir o catálogo de cada uma das plataformas para as diferenciar, talvez a HBO se destaque pela qualidade, enquanto a Netflix vence na quantidade.

Vamos pôr as cartas na mesa. Do lado da HBO estão “A Guerra dos Tronos”, “True Detective”, “Westworld”, “Big Little Lies”, “Os Sopranos”, “The Wire”, “Sexo e a Cidade”, “Sharp Objects”, “A Amiga Genial”, “Succession”, “Barry”, “The Night Of”, “Girls”, “The Deuce” ou “Sete Palmos de Terra”. Estamos a falar apenas dos conteúdos originais.

A HBO também comprou os direitos para transmitir em Portugal séries que não são suas, como é o caso de “Killing Eve”, “I Am the Night”, “Patrick Melrose”, “Diários do Vampiro”, “A Teoria do Big Bang”, “Insecure”, “Legacies” ou “Deadly Class”, entre várias outras. É um catálogo impressionante.

Passemos à Netflix, que também tem nas séries a sua grande força. Há “Stranger Things”, “House of Cards”, “The Crown”, “Black Mirror”, “Narcos”, “Orange is the New Black”, “Mindhunter”, “Maniac” “La Casa de Papel”, “Por Treze Razões”, “Sex Education”, “The Sinner”, “Ozark”, “Tu”, “A Maldição de Hill House” e “Bloodline”.

Mas pode ainda ver episódios de “The Good Place”, “Prison Break”, “Breaking Bad”, “Better Call Saul”, “American Crime Story: the Assassination of Gianni Versace”, “Bodyguard”, “Peaky Blinders”, “Segurança Nacional”, “Como Defender um Assassino”, “Suits”, “American Horror Story”, “Foi Assim que Aconteceu”, “Uma Família Muito Moderna”, “Friends”, “Gossip Girl” e algumas temporadas de “A Teoria do Big Bang”.

A Netflix prefere apostar no binge-watch — quando estreia uma série, estreia logo a temporada inteira. Para a maioria das séries a HBO gosta de apresentar um episódio por semana — o que alguns espectadores poderão não gostar. Tanto uma como outra plataforma têm as estreias em simultâneo com os EUA.

As séries originais da HBO até podem ser melhores, mas o catálogo adicional da Netflix é suficiente para que consideremos esta categoria um empate justo.

Vencedor: empate

Os filmes

No que toca aos filmes, o que interessa mais não são os conteúdos originais — apesar de a Netflix já nos ter dado “Roma”, “Annihilation”, “Bird Box”, “Operation Finale”, “Legítimo Rei” ou “A Balada de Buster Scruggs”.

Mas no catálogo da plataforma estão todos os capítulos de “Harry Potter”, “Get Out”, “Split”, “Unbreakable”, “The Big Short”, “Gone Girl”, “Argo”, “Gravidade”, “A Orfã”, “The Revenant”, as histórias de “Transformers”, “Mulher-Maravilha”, “Sete Anos no Tibete”, “O Atirador”, “Gladiador”, “Os Intocáveis”, “Filhos do Homem”, “Guardiões da Galáxia”, “As Cinquenta Sombras Mais Negras”, “O Diário da Nossa Paixão”, “Amigos Coloridos”, “American History X”, “Snatch” ou “Birdman”, entre tantos outros.

A HBO também tem um catálogo impressionante (e até um pouco repetitivo). “Brexit”, o filme de Benedict Cumberbatch sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, é um dos filmes originais que estão disponíveis. Veja ainda o original “Fahrenheit 451”, com Michael B. Jordan como protagonista, entre dezenas de filmes dos últimos 25 anos.

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